30 de abril de 2020

Relatório de ABR/20 - Hora de Meditar

Meditando Junto - MEDITAÇÃO para Todos

Nada melhor do que meditar nestes momentos de indefinição. Se por um lado ainda podemos ver novas quedas nos mercados financeiros, por outro o mercado parece ter precificado que o pior passou. Independente do cenário que vejamos à frente, este me parece um momento de ficar parado aguardando e aproveitar algumas poucas pechinchas.

Não posso negar é bom ver os ativos subirem, mas por outro lado, fica aquela sensação de que estamos perdendo uma grande oportunidade de compras. Enfim, nunca estamos satisfeitos.

O que fica claro nesta crise é que a queda foi muito rápida e a recuperação também pode ser. Afinal se trata de uma pandemia que pode desaparecer na velocidade que surgiu.

Abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: seguem subindo e recuperando gradativamente as perdas recentes. Acho que valem a pena no longo prazo, porém neste momento ainda vejo as ações como muito mais atrativas, pela sua natureza mais volátil.

Ações: as compras que fiz de BOVV11 ficaram na faixa de 86.000 pontos do Bovespa. Errei o timing das quedas e acabei realizando parte as compras que estavam no positivo. Ainda vejo riscos e perceber a minha carteira com 50% de ações neste momento me deixou preocupado. Confesso que o emocional falou mais forte e preferi reequilibrar a carteira. Muitas ações já se recuperaram, portanto vou ficar apenas esperando os próximos passos, sem grandes movimentos.

Fundos de Ações: aqui talvez o maior aprendizado nesta queda. Fundos de ações que sobem mais do que o índice estão alavancados e realizam sua posição em momentos de grandes saques. Da mesma forma somem das entrevistas e da mídia. Em resumo, melhor aplicar em ETFs do índice ou comprar ações de primeira linha.

Previdência Privada: segue sendo uma ótima opção para aplicações até 12% da renda já tributada para quem é empregado. Dei uma boa recuperada desde a queda, porém ainda sigo com um belo prejuízo.

TD IPCA e Prefixado: reduzi um pouco o volume de IPCA e zerei a pequena posição que tinha de prefixado.

TD Selic: aumentei minha posição por aqui de forma significativa. Se a bolsa voltar a cair posso fazer novas compras. Vou esperar para ver.

Debêntures/CDBs: sem novidades por aqui. De qualquer forma, tem servido como valores seguro e que não caíram neste momento. Esta é a grande vantagem da renda fixa. Rende pouco, mas não em geral não cai, apesar do calote da RDVT11.

Interactive Brokers: mais uma vez só alegrias por aqui. Apesar da queda das bolsas o valor caiu menos, e, além de tudo, já retomou o valor anterior à crise e com grande lucro. Este era o comportamento que esperava desta aplicação, sendo que tem funcionado perfeitamente.

Sigo bastante cauteloso e conservador, pensando que no futuro minha carteira será muito mais simples e com menos ativos. Acho que buscarei menos riscos e ações de primeira linha.

Vamos em frente, esperando que 2020 ainda possa fechar em uma boa condição. Afinal tudo o que estamos vivendo vai passar. Acho que a grande dúvida fica por conta das dívidas que o governo está contraindo e a possível crise política que podemos viver em breve. Espero que não aconteça, mas não pode ser descartada.

Enfim, vivemos uma crise financeira, política e uma pandemia. Tudo isso junto, faz com o R$ seja a moeda mais desvalorizada do momento. Como foi a que mais caiu, deve ser uma das que mais subirá no movimento contrário.

1 de abril de 2020

Relatório de MAR/20 - Bomba Atômica



Para quem achava que fevereiro tinha sido um mês duro, com a perda de R$ 50k, este mês finalmente nos fez entender que as perdas em momentos de crise podem ser ainda maiores.

Passamos de 102k pontos para um fundo de aproximadamente 63k, fechando o mês um pouco acima de 70k.

Talvez a grande pergunta que venha agora seja, qual será o fundo? Ninguém sabe a reposta e talvez pouco importe. Mesmo que eu tenha dificuldade de separar as emoções, acredito que as compras neste momento podem render frutos lá na frente. O difícil é viver o momento.

O meu objetivo neste momento é tentar equilibrar a carteira nos mesmos percentuais anteriores as quedas. Apesar de todos os acontecimentos, a queda até o momento tem sido de algo próximo a 20%, que dói muito, mas me parece razoável, dado o cenário atual.

Abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: acredito que a grande novidade sejam os imóveis de shoppings que tiveram uma grande queda e podem não distribuir dividendos. Acho que caíram demais, porém já recuperaram uma grande parte.

Ações: conforme escrevi no último mês, já fiz algumas compras e devo seguir fazendo, conforme novas quedas ocorram. O foco segue em BOVV11, mas acho que alguns casos em especial como ITSA4 estão em um preço muito convidativo. Além disso, apesar a crise aérea, me chama atenção a queda da AZUL4, que foi de um pico de R$ 62 a um fundo de aprox. R$ 10. Outras ações que gosto neste momento são BBAS3, CMIG4, EGIE3, PETR4, VVAR3 e GUAR3.

Fundos de Ações: tenho apenas um fundo que é o Alaska e que sempre teve grande volatilidade, porém neste momento com um fundo de 70% de queda, fico em dúvida se conseguirão voltar aos patamares anteriores, mesmo que a bolsa volte. Na prática, sigo achando que o melhor é comprar ações do que fundos.

Previdência Privada: gosto da ideia da previdência privada em ações, mas neste momento tem sido bastante difícil.

TD IPCA e Prefixado: de modo geral vendi todo o prefixado, pois acho que se tornou mais perigoso e devo vender um pouco do IPCA, mesmo com prejuízo. Prefiro ter liquidez e acho que como a queda por aqui foi menor, prefiro correr risco nas ações.

TD Selic: fis diversos saques, mas tentarei manter o mais próximo possível de 25% da carteira.

Debêntures: sem novidades por aqui, sendo que não tenho mais olhados as opções.

CDBs: cada vez mais acho que não existem muitas opções e nestas horas o risco de quebra geral passa a preocupar mais ainda.

Interactive Brokers: e eu achava que o EWZ estava barato a USD 38, pelo menos há 30 dias. Vejam que ele caiu para próximo a USD 20. Fiz novas compras e espero poder vê-lo algum dia de volta aos USD 48. Apesar das grandes quedas em todos os mercados, tem sido muito resiliente com perdas muito pequenas. É impressionante como a proteção em USD funciona nestes momentos, apesar do ouro não ter subido muito.

Cada vez mais a carteira se aproxima de algo com muita renda fixa em TD Selic e ações de grandes companhias (HYPE3, EGIE3, ITSA4...) com ótimos resultados, mesmo que não sejam as que mais sobem. Entendo que no longo prazo são as melhores para carregar e aproveitas estas janelas de caos para fazer grandes compras.

A minha grande reflexão neste momento diz respeito a ter ido na palestra do Robert Kiyosaki há uns 3 anos e ter ouvido ele dizer que as ações iam despencar e que a única salvação era o ouro físico. Deve estar dando risada neste momento, apesar de eu não ter gostado da palestra, tenho que dar o crédito. Afinal quem esperava uma crise nas condições atuais, causada por uma pandemia?

28 de fevereiro de 2020

Relatório de FEV/20 - Porrada


Uma verdadeira porrada na cara, assim foi o mês de fevereiro. Perdi aproximadamente R$ 50k, sendo quase tudo em aplicações em ações.

O caos se instalou na China com a chegada do Coronavírus e junto a ele veio o Pânico no mercado financeiro. A ideia de que isso possa e deve afetar seriamente e economia real, fez com que as bolsas ao redor do mundo despencassem.

Em um primeiro momento, ver as ações caírem não surte um grande impacto em mim, mas logo em seguida elas caem ainda mais, os fundos de ações passam demonstrar a mesma queda em suas cotas, com algum delay, assim como os títulos do tesouro. Sem dúvida algo que mexe com a gente, mas há que sempre recordar as linhas de pensamento de longo prazo.

O problema não vem sozinho e acaba afetando a todos os tipos de ativos em momentos de pânico. Se por um lado dói ver a carteira encolhendo, por outro, abre uma avenida de oportunidades de investimento. Só o índice Bovespa já caiu de 119k para 102k. Se olharmos em detalhes, vamos encontrar ações que caíram muito mais.

Neste sentido, entendo que é um ótimo momento para compras, pois no longo prazo, esta deve ser apenas mais uma realização do bull market em que estamos no Brasil.

Abaixo o resumo dos meus investimentos:

FIIs: tivemos por aqui uma volatilidade muito menor do que nas ações, o que era de se esperar. Fiz uma pequena compra no mês que se mostrou em um momento equivocado, mas acredito que no longo prazo não fará diferença.

Ações: aqui a estratégia será bastante simples. Ao invés de buscar as ações que caíram mais e tentar bater o índice, simplesmente vou comprar BOVV11 até o limite de R$ 70k, sendo que na ultima sexta já comprei R$ 20k. Se cair mais, seguirei com novas compras.

Fundos de Ações: abriram um grande janela de oportunidade para entrada com perdas em linha com a queda da bolsa. Devo comprar algo.

Previdência Privada: talvez o grande erro de timming da carteira, mas ainda assim, com um impacto limitado. Perdi um belo valor, mas assim como nos FIIs, acredito que em uma linha de longo prazo não fará diferença.

TD IPCA e Prefixado: sem grandes alterações, porém importante ressaltar que não houve quedas. Sigo na expectativa de que ao longo do ano possa ser uma grande oportunidade, apesar de achar as ações mais atrativas.

TD Selic: reduzi minhas cotas para fazer compras em ações. A ideia de ter um bom colchão com 30% em TD Selic se referia em parte a um seguro para momento pessoais, da mesma forma que uma reserva para compras em caso de grandes quedas. Desta forma, estou seguindo minha estratégia a risca, tendo vendido R$ 70k.

Debêntures: talvez a única novidade por aqui seja o fundo da Vítreo para recuperar as cotas da RDVT11. Confesso que se 50% voltar já estarei feliz. Seguimos em frente na expectativa.

CDBs: nada a acrescentar, além de que a renda fixa serve para amortizar as quedas nestes momentos críticos. Não vejo oportunidades por aqui e cada vez mais será difícil encontrar algo que me atraia.

Interactive Brokers: sigo com a carteira com uma boa parte em ações e outra em ouro, além do hedge natural em dólar, por se uma corretora americana e operar em USD. Desta maneira, mesmo nos momentos mais difíceis, a aplicação tem sido bastante equilibrada e rentável em R$. Me aprece que o EWZ ficou barato a USD 38, tendo estado recentemente em USD 48, portanto, acho que vale muito a compra.

De modo geral a convicção segue em manter as compras em ações, frente a novas quedas, até o limite de R$ 70k. Me parece que temos um desconto de 15% em média e temos que aproveitar bem a oportunidade.

3 de fevereiro de 2020

Relatório de JAN/20 - Equilibrando as Forças

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Quando tudo parece estar dando errado, o melhor é manter  controle e seguir a estratégia. O que vimos em janeiro, para alguns, foi um grande alívio a queda da Bovespa, para outros uma grande tragédia. As forças sempre vão se equilibrar, mas este é um daqueles momentos que temos que ser fiéis às nossas convicções, ou seja, esta foi apenas mais uma correção de muitas. De modo geral, torço para a bolsa corrigir mais, de modo a abrir uma boa janela de entrada.

Com relação à minha carteira, aqui preciso colocar 2 pontos. Primeiro, saquei R$ 65.000 do tesouro direto para comprar um apartamento, sendo que a diferença foi paga com FGTS. O segundo ponto se refere a inclusão da previdência privada que tenho e que foi migrada recentemente para a Vitreo. Resolvi incluir este segundo caso nos meus investimentos, pois neste mês passou a estar livre do programa da empresa onde eu trabalhava, o que me permitiu a portabilidade. Estes dois fatores distorcem um pouco a análise da carteira, por isso o registro.

Abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: tiveram uma boa recuada em janeiro, mas assim como as ações estavam com os valores muito esticados, principalmente ao valor patrimonial. Na minha opinião, um realização saudável. Acho que é uma boa janela de entrada.

Ações: sigo em stand by com novas compras depois do rali de fim de ano, porém devo me expor em ações através da migração da minha previdência privada. Apesar da correção no mês, o saldo da bolsa no período ainda é positivo.

Fundos de Ações: sigo com o Alaska Black, que não decepciona. Diferente do que observei no post anterior, devo apenas manter a posição atual sem adicionar novos fundos. Com a alocação na previdência da Vítreo, que nada mais é do que um fundo de ações, deixarei este item inalterado.

Previdência Privada (70% Ações): aqui a grande novidade da carteira, onde saíram os fundos multimercado e em seu lugar coloquei a previdência privada da Vitreo que possui 70% em ações. Tenho uma expetativa bastante positiva, pois é um dinheiro de longo prazo e faz todo sentido estar em ações.

TD IPCA e Prefixado: aqui tivemos uma pequena queda no TD IPCA. Sigo achando que vale a pena colocar algum valor nesta opção, pois os juros da Selic, na minha opinião, se manterão em 2020, portanto, as taxas longas ainda tem espaço para cair. Imagino que podem render mais de 20% no ano.

TD Selic: sofreu uma redução em razão da compra do AP que foi parcialmente compensada com a venda dos fundos multimercado. Sigo com a mesma estratégia de sempre, recompor os valores até chegar a 30% da carteira.

Debêntures: sem grandes novidades por aqui, apenas mantendo o que já tenho que gera um ótimo rendimento perante a Selic atual. Além disso, fico na expectativa do que vai acontecer ao longo de 2020 com a RDVT11, na qual zeraram minha cota na XP. Acho que em algum momento algo deve retornar.

CDB/LC: o mesmo caso das aplicações acima. Com a Selic em valores bastante baixos, as opções fora da renda fixa parecem ser mais atrativas. Estou bastante satisfeito com as aplicações que tenho, mas não pretendo fazer novas no curto prazo.

Interactive Brokers: segue sendo um sucesso e grande seguro contra os riscos. Gostaria apenas de ter um pouco mais, para manter em algo próximo a 10% do patrimônio. Sigo com aplicações em EWZ (Bovespa), Bolsa Americana, Ouro e agora também em ações da XP.

De modo geral não foi um bom mês, mas retirando os fatos negativos, ainda teve rendimento positivo em ralação ao mês anterior, portanto não há o que reclamar.

Quanto mais a carteira cresce, mais passiva ela tem se tornado, onde apenas aplico o dinheiro que consigo guardar no mês e faço apenas pequenos balanceamentos.

Seguimos em frente, acreditando em um ótimo 2020.

30 de dezembro de 2019

Relatório de DEZ/19 - Hora de Comemorar!


Mais um ciclo se encerra com o fim do ano de 2019. Há muito o que comemorar e assim como houve muito que foi aprendido. A grande graça está em aprender com os erros e também em comemorar os acertos. Este certamente foi um ano muito importante na minha vida pessoal e financeira, e por isto, faço abaixo uma breve retrospectiva de parte da minha vida. 

A minha jornada pessoal iniciou há algum tempo, pois completei recentemente 38 anos. Falando de investimentos, fiz, muito jovem, alguns ensaios em renda fixa, porém iniciei efetivamente na bolsa por volta de 2005, onde permaneci até 2008-2009. Ao longo deste período me aventurei de alguma forma no mercado de imóveis, e também no período posterior que durou até 2016, porém neste segundo momento de forma mais intensa. No total adquiri ao longo do tempo 8 diferentes imóveis e em breve devo adquirir mais um. Ao longo deste processo fiquei com apenas um imóvel, pois o intuito sempre foi multiplicar o patrimônio. O resultado desta compra e venda de imóveis foi bastante positivo e me ajudou bastante a entender o mundo dos negócios. O período atual iniciou em 2016 com o a retomada do investimento em ações que estavam em mínimas históricas e também, pois os imóveis não pareciam mais tão atrativos.

Com pouco dinheiro, ao longo dos anos foi fácil e me pareceu lógico colocar os esforços onde a rentabilidade era maior. Em alguns momentos pus grande foco em renda fixa, outros em imóveis e também em renda variável. Atualmente acredito que o melhor é equilibrar para todos os momentos econômicos, fazendo ajustes ao longo do tempo principalmente no dinheiro novo que entra.

Voltando para o período que inicia em 2016 com o blog, o mesmo teve duas fases, sendo a primeira de 2016-2017, bastante intermitente e desorganizado e 2018-2019, com relatórios mensais e uma definição muito mais clara dos investimentos, sempre visando mitigar riscos e auferir bons rendimentos no atual Bull Market da bolsa brasileira. 

Acredito que cometi muitos erros, porém tive ainda mais acertos. Seguramente que com a bolsa subindo mais de 30% no ano, isso não seria muito difícil. De qualquer forma, ao longo do tempo concentrei meus esforços naquilo que acho que exige menos de mim e maximiza os retornos, assim como me deixa tranquilo caso haja um descompasso mundial nos mercados.

O ano de 2019 em si foi muito bom, sendo que iniciamos em R$645k e terminamos em R$1.000k. Uma aumento significativo de mais de R$350k, mas que veio acompanhado de muito trabalho na vida real e uma grande mudança na carreira.

Faço abaixo um resumos do que pretendo fazer para 2020, de certa forma simplificando meu portfólio e dando atenção ao que realmente interessa.

FIIs: sem dúvida a grande aposta de 2019, pois a queda acentuada e inesperada dos juros (sim, ninguém apostava em 4,5% de Selic). Demorei para tomar minhas ações, mas ainda assim surfei grande parte da onda. Acho que ainda vale muito a pena para 2020, porém não espero mais tanta quedas na Selic e acho que os imóveis devem se valorizar pouco acima da inflação nos próximos anos. Posto isso, acredito muito nestes ativos, porém sem a euforia de 2019. Manterei algo como 5% por aqui.

Ações: o índice Bovespa se valorizou mais de 30% e certamente tivemos um ano memorável. Acho que 2020 pode nos trazer um fechamento de 150.000 pontos, então, fica aqui minha expectativa para o próximo ano. Não farei grande alterações na minha carteira de ações que tem grande parte em bancos, varejo, energia, commodities em geral e algumas small caps. No fim das contas, sempre alguma destoa para cima, mas na média segue o Ibovespa de perto. Manterei por volta de 30%.

Fundos de Ações: aqui uma grande dúvida e algo que sigo pensando e repensando. Tenho apenas um fundo, que é o Alaska Black com resultados fantásticos no últimos anos, com una carteira de ações bem diferente da minha. Admiro muito e tenho posto 5% do patrimônio, porém não gostaria de investir mais no mesmo. Vou buscar outras opções para 2020, mas ainda não me dediquei ao assunto. Acho que compensa, mais ainda prefiro o investimento direto em ações.

Fundos Multimercado: aqui provavelmente o grande aprendizado do período. Sempre que juros caem de suas máximas até um fundo, os Multimercados tem resultados extraordinários, que foi o que aconteceu em um passado recente. Após este período, entraram em uma nova fase com resultados pífios, provavelmente pela dificuldade de operar na bolsa. Ao longo do ano vendi um pouco do que possuía e há pouco tempo pedi o saque integral do Adam Strategy e Kapitalo Kappa. O primeiro um decepção sem tamanho e o segundo apenas para zerar a posição, pois ainda vinha performando algo por volta de 10%, o que me parece bastante razoável. Enfim, o dinheiro será dividido entre fundos de ações e TD Selic. 

Tesouro IPCA e Prefixado: aqui tenho uma visão bastante dividida. Por um lado, o melhor investimento que fiz nós últimos anos foi o tesouro direto. Com a queda dos juros, os retorno foram excelentes, porém não acredito que isto vá se repetir em 2020, pela simples razão de que as taxas estão bastante baixas. Ainda assim, ter um TD IPCA com 3% de juro real, não me parece nada mal na situação atual, como reserva de valor. Manterei minha posição, provavelmente sem novos aportes em 2020, com 5% do patrimônio.

Tesouro Selic: aqui uma reserva para emergências e um seguro para novas aplicações em uma virada de mercado. No primeiro caso, apenas para não perder em uma quebra geral de mercado, assim como fazer compras de ativos em promoção caso isto ocorra. Além disso, uma reserva de valor, caso algo sai errado na vida pessoal. Me sinto confortável com 30% do total.

Debêntures: um grande negócio e mercado fantástico que acredito que já deveria ter evoluído. Uma pena que parou no tempo e não tem um mercado secundário com liquidez e compra e venda pelo home broker. Do jeito que é administrado hoje, recomendo de modo geral distância. Os riscos são altos e a complexidade muito grande. Manterei o que tenho e não comprarei mais nada. Faria alguma exceção para boas empresas com bom rendimentos, o que não me parece pouco provável de existir.

CDBs e LC: este mercado perdeu sua atratividade com a queda da Selic, portanto o risco que tínhamos no governo Dilma foi superado pelo mercado que passou a oferecer taxas menores. Ainda vejo pontos fora da curva, como, por exemplo, do Banco Máxima. Acho que pode valer a pena, mas não tenho mais focado nisso.

Interactive Brokers: um sucesso tremendo e uma curva de aprendizado fantástica. Cometi diversos erros por aqui e entendi de forma bastante simples como operar minha carteira, portanto, acredito que estou mais consciente sobre as aplicações em USD. Seguirei apostando en EWZ (bolsa brasileira), bolsa americana e ações de tecnologia (em menor proporção), assim como um belo seguro em Ouro. Além disso, um pouco de ações asiáticas e XP. Gostaria de fazer pelo menos mais uma remessa de USD 5.000, talvez USD 10.000 ao longo de 2020. A ideia é manter 10% do patrimônio aqui. Buscarei fazer isso quando o dólar estiver abaixo de 3,80.

Em relação ao último mês, este foi completamente diferente do anterior e demonstra como podemos ficar otimistas e pessimistas em espaços de tempo muito curtos. Além disso, nos mostra como devemos tentar excluir a variável mídia sensacionalista a respeito de assuntos políticos e outros.

Vamos para 2020 em busca de R$1.250k. Um aumento real de R$250k, inferior ao ano atual, pois terei o desembolso em R$ na compra de um imóvel. De qualquer forma, me parece ser um grande desafio e estarei bastante satisfeito se chegar neste patamar.

Acredito que haverá uma nova janela de oportunidade na compra de imóveis, não pela grande valorização, mas por uma demanda consistente por imóveis acessíveis e de qualidade. Vou apostar nisso e acredito que em 2021-2022 colherei os frutos.

Como tudo na vida a jornada é mais importante do que a chegada. Atingida a marca de 1 milhão em 4 anos de investimentos, vou agora em busca de 2 milhões em 2,5 anos, ou seja, JUN/22.

Sigo em frente com as energias renovadas em busca dos novos desafios.

Feliz 2020!

1 de dezembro de 2019

Relatório de NOV/19 - Decepção


Mais um mês morno na política e economia internacional. As desavenças entre USA e China não foram sanadas, tampouco parecem perto de um fim. Evidente no momento, apenas que os impactos no país oriental parecem ser sentidos de forma mais forte que os Americanos. Esperamos os próximos capítulos desta novela que tem feito o mundo crescer menos.

No Brasil, olhando em retrospecto, me parece que as conquista de 2019 foram bastante significativas, apesar de que seus efeitos serão sentidos no médio e longo prazo. É difícil de entender o que o crédito mais barato pode fazer com as empresas, assim como o nosso governo pagando menos por sua dívida. Espero que venhamos a conhecer uma parte dos benefícios no próximo ano, pois há muita gente que precisa de uma oportunidade de trabalho e uma coisa está intimamente relacionada a outra.

Veja abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: a grande estrela do mês. Com a queda dos juros, estes ativos têm voado baixo. Me parece que as aplicações recentes foram um tiro certeiro.

Ações: continuo apostando em alguns cases que me parecem estagnados, como o caso da BRKM5. Sei que não tem data para acontecer, mas seguem subtraindo uma parte dos ganhos. Aproveitei para me desfazer e um pouco este mês, com lucro, assim como algo de UGPA3. Em seu lugar comprei CVCB3 que após uma enorme queda, me parece uma ótima aposta.

Fundos de Ações: houve uma pequena perda por aqui neste mês, mas nada que preocupe. Talvez seja hora de acompanhar o Alaska mais de perto para novas entradas.

Fundos Multimercado: seguem sendo a grande decepção do ano e sigo pensando em sacar algo mais. O fundo Adam segue andando de lado decepcionado novamente.

Tesouro IPCA e Prefixado: os prefixados tiveram uma pequena queda, porém os IPCA receberam um grande golpe. Talvez seja hora de reforçar as compras. Darei uma revisada ao longo de dezembro.

Tesouro Selic: segue cada dia mais como uma reserva para emergência e compras futuras em caso de quedas.

Debêntures: aqui mais um grande golpe. A XP marcou a ZERO as debentures RDVT11, o que me fez ter uma queda considerável. Vamos torcer para que algo volte ao longo do próximo ano com o desenrolar do processo.

CDBs e LCs: totalmente esquecidas, as antigas que tenho, seguem com um bom rendimento.

Interactive Brokers: tem sido muito importante para a carteira e me parece que as aplicações estão bastante equilibradas, além de contar com a subida do dólar. Sigo apostando na subida do EWZ cima de USD 50.

Este mês foi uma combinação de mais do mesmo e uma leve decepção. Confesso que ao final do período ao atualizar a planilha, acreditava que haveria tido bons ganhos ao longo do período, uma vez que a bolsa fechou no positivo. Para minha surpresa, parece ter sido um dos piores meses do ano para a carteira.

Busquei entender melhor onde ganhei e perdi. Apesar de me parecer lógico, continuo com um gosto amargo de quem esperava mais das aplicações. Faz parte do processo, mas fica aqui a reflexão.

Ainda acho que vou conseguir fechar o ano acima de R$ 950 mil. Vamos ver o que os próximos 30 dias me reservam.

22 de outubro de 2019

Relatório de OUT/19 - Decolando


Mais um mês de grandes emoções na bolsa. Renovada a máxima histórica, seguida pela aprovação da reforma da previdência. Se por um lado o mercado já esperava, por outro a confirmação parece ter tido um grande efeito positivo. Após muito tempo, podemos comemorar a tão esperada reforma da previdência. 


De certa forma é até curioso estarmos comemorando a perda de alguns direitos. Mas por outro lado, acho que as pessoas cansaram de esperar e resolveram aceitar a agenda reformista em troca do crescimento da economia. Não existe muita margem para um plano B, por isso, tem que dar certo.

A bolsa segue subindo e apesar dos altos e baixos, este até que tem sido um ano tranquilo, se comparado com os anteriores. Não tivemos impeachment, greve dos caminhoneiros, Joesley Day, entre outros. Estamos acostumados a emoções, portanto, parece estranho ver as coisas dando certo.

Diversos sinais de ativação da economia demonstram o aumento do emprego, do consumo de energia, inflação baixíssima e juros com projeções na casa de 4,5%. Ninguém sabe o real efeito que isto pode ter na nossa realidade, afinal estes são mares nunca antes navegados por nós brasileiros. A única certeza é de que muitos negócios vão se tornar viáveis na conjuntura atual. Seguimos na torcida pelo melhor, apesar de ainda estar um tanto cético, confesso.

Um outro ponto que me chama atenção e me faz refletir diz respeito a economia com os juros da dívida. Esta não seria maior em 10 anos do que a com a reforma da previdência? Eu acho que sim, portanto temos mais uma razão para comemorar os juros baixos. Mas  independente disso, me parece que a reforma tributária e as privatizações precisam avançar. Digamos que o resto o mercado fará sozinho.

Veja abaixo um resumo dos meu ativos:

FIIs: voltei a dar uma boa olhada no assunto e fiz uma pequena revisão na minha carteira. Retirei os fundos KNCR11, KNRI11 e HGRE11 e inclui os XPLG11, XPML11, HGCR11 e MGFF11. Sigo com o critério de alocar em fundos com grande patrimônio e alta liquidez, além de retornos razoáveis (acima de 6,5%a.a.). Tem dado um resultado muito próximo ao Ifix, o que já era de se esperar. Com a queda da Selic devem brilhar muito!


Ações: sem grandes alterações, apenas pequenos ajustes pontuais. Não fiz nenhuma venda e adicionei um pouco de BPAN4, BRKM5 e TAEE11. Me parece que a Braskem está em valores ridículos e pode ser uma grande oportunidade em caso de venda da empresa. Taesa é uma ótima opção para quem busca bons dividendos com  uma gestão sem grandes surpresas. Acho que neste momento as grandes apostas ficam por conta de BBAS3 que está patinando se comparada a outros banco. Petrobras que não subiu nem perto o que índice andou e Vale que pode pagar enormes dividendos no próximo ano. Algumas ações do Varejo podem decolar, assim como aquelas que pagam grandes dividendos, como algumas elétricas.

Fundos de Ações: sem grandes surpresas. A volatilidade que assustou nos meses anteriores, retornou em ganhos para se comemorar.

Fundos Multimercado: sigo mantendo na carteira, apesar de achar que não são a melhor opção no momento. Acho que de modo geral, com uma Selic a 5%, estes fundos não devem render mais do que 8%/ano. Esta é a nova realidade e temos que nos acostumar com isso. Manterei um valor proporcional pequeno em relação ao total que tenho.

Tesouro IPCA e Prefixado: em linha com o proposta mês passado, fiz algumas compras por aqui e não me arrependi. A queda da Selic ainda deve trazer mais alegrias nos próximos meses, impactando positivamente estes ativos.

Tesouro Selic: com a taxa Selic a 5% e a inflação a 3,5%, fica difícil enxergar algum lucro real, após o IR. Se considerarmos que a taxa ainda pode cair para 4,5%, ficamos praticamente no zero. Enfim, esta é a regra do jogo e independente das condições segue como uma reserva de emergência e para novas compras. Devo manter em 30% do meu patrimônio por aqui.


Debêntures: nenhum movimento nesta classe de ativos. Se por uma lado as taxas adquiridas no passado foram sensacionais, neste momento ficam as dúvidas se serão pagas. Acredito que não terei novos problemas com as empresas que escolhi, porém não tenho planos de novos aportes.


CDBs e LCs: não me parece muito atrativo apostar em algo que rende 130% de um CDI de 5%. Simplesmente não tenho olhado mais, porém carregarei os que tenho até o vencimento.

Interactive Brokers: demorei para acertar a mão nas aplicações em USD, porém montei um modelo que me agrada e tem dado bons retornos em R$ e USD. Sigo apostando fortemente no EWZ que deve refletir a subida da bolsa brasileira e uma possível queda do dólar. Por outro lado, se o cambio subir, também ganho nos demais ativos. Além de um seguro, é uma ótima forma de investir no Brasil, mesmo estando com o dinheiro fora.

Este fim de ano tem sido bastante positivo e pode nos reservar mais algumas alegrias. Sigo confiante no fechamento da carteira acima de R$ 950.000 em 2019.



2 de outubro de 2019

Relatório de SET/19 - Correndo


É curioso como muitas vezes a expectativa molda a realidade e vice versa. Depois de alguns meses de muita espera pela aprovação da reforma da previdência, ela simplesmente não veio e foi dada como aprovada pelo mercado, mesmo que não tenha ocorrido. Em um caso clássico em que a expectativa parece estar moldando a realidade, o mercado parece ter deixado o assunto de lado. Seja pela demora em si, ou até mesmo pela inevitabilidade de sua aprovação. Independente da razão, seguimos em frente em busca de novas referências que dêem o tom do mercado.

Nas questões macro me parece que tudo tem dado certo para que sejam criadas as condições perfeitas para o crescimento em um futuro próximo. Além da mão de obra disponível e capacidade ociosa, contamos com inflação abaixo da meta e juros cada vez mais baixos.

Nas questões micro, me parece que a aprovação de acordos bilaterais, concessões, privatizações e aprovação de leis pró mercado devem criar condições que trarão resultados no longo prazo.

O PIB ainda não cresceu, mas parece estar dando os primeiros sinais positivos e neste sentido a bolsa parece ter comprado a ideia. O nível de risco está cada vez mais baixo e a população razoavelmente otimista.

Quem sabe ainda veremos uma reforma fiscal em breve o que resolveria demandas de décadas. Talvez seja muito sonhar com uma reforma política, mas quem sabe?

Tudo vai bem até que a próxima crise externa (ou interna) ocorra, mas até lá estamos em um momento de alegrias com os ativos se valorizando muito. Acho que a grande preocupação no momento é a briga entre USA e China, mas que não deve se resolver tão cedo. Esta é uma guerra ideológica que já foi perdida pelo USA, eles apenas não sabem. A China vai se tornar a maior economia do mundo por volta de 2030 e devemos ter a India em terceiro em um futuro não muito distante. Isto para dizer que não me parece que este assunto se resolverá facilmente. Desde a queda da União Soviética o mundo passou 30 anos imaginando que o modelo liberal capitalista seria o ideal, porém parece que outras alternativas voltaram a pauta e sem dúvida ocuparão seu espaço daqui pra frente polarizado o mundo mais uma vez.

Segue abaixo um resumo dos meus investimentos em Setembro/19:

FIIs: me desconectei um pouco do assunto e por diversas vezes lembro que tenho que revisar minhas posições e talvez comprar um pouco mais. Eu geralmente foco nos maiores FIIs com grande liquidez. Vamos ver se faço uma boa busca em breve para me atualizar.

Ações: aqui mais uma vez o grande salto que temos visto nos investimentos no Brasil. Fiz algumas compras e vendas, mas nada que mude significativamente minha posição. Sigo com pelo menos 30% do total aplicado em ações, em bancos (ITSA4 e BBAS3) e grandes posições em VVAR3, CMIG4, HYPE3, BRKM5, VALE3 e PETR4. As demais ações possuem participação menor na carteira, sendo o setor de energia (EGIE3 e TAEE11) um que me atrai muito neste momento de juros mais baixos. Outro grande destaque foi que me desfiz das ações da GRND3 que haviam sido compradas em um momento de grande baixa e que deram um bom retorno. Como possui um grande caixa e tinha resultados de aplicações, tenho minhas dúvidas se irão performar neste novo cenário de juros baixos. Prefiro outras opções neste momento.

Fundos de Ações: a estratégia por aqui parece funcionar perfeitamente. O Alaska Black possui mais volatilidade que o Índice Bovespa, portanto sempre que cai bastante abre oportunidade de entrada. Fiz novos aportes que  valeram a pena. Sigo apenas ponderando que as aplicações que faço diretamente em ações rendem mais e ainda pagam dividendos. De qualquer forma, o racional também é estar exposto a uma carteira de ações diferente da minha.

Fundos Multimercado: seguem decepcionado e mostrando a cada vez mais que andam bem em um cenário de queda de juros, porém nem isso têm mais feito. Resultado, valores pífios se comparados aos rendimentos de outras opções. Vendi um pouco do Adam Strategy ao longo do mês.

Tesouro Direto IPCA e Prefixado: seguem dando alegrias e diferente do que eu pensava podem dar mais uma grande oportunidade nos próximos meses. Com a queda dos juros e as expectativas futuras, devem acompanhar o movimento, podendo surpreender em breve. Devo aplicar algo em IPCA 2050 e Prefixado 2029.

Tesouro Selic: cada vez rende menos, mas segue sendo positivo. Apesar disso, segue sendo um ótimo seguro para balancear aplicações de risco como a bolsa, além de servir como reserva para emergências. Devo manter pelo menos 30% do total aqui.

Debêntures: aqui talvez um dos pontos a não ser esquecido. Este mês tivemos a formalização do que já sabíamos há muito tempo. As debêntures da Rodovia do Tietê estão com problemas e neste sentido a XP cortou pela metade as cotas de quem tem. Se recebermos isso já será o suficiente para comemorar. É bom lembrar que as debêntures não tem seguro do FGC e se a empresa quebrar, os títulos vão junto. Este não é o grande ponto, acho que a grande lição é de que estes títulos são complexos de entender, possuem e muitas vezes baixas garantias. Desta forma temos duas opções, comprar de empresas de primeira linha que geralmente pagam pouco ou de empresas em turn around e que seus títulos estejam extremamente baratos. Como o mercado secundário no Brasil é pequeno, deixaria o assunto de lado. Se algum dia este mercado crescer, acredito que com liquidez possa ser possível ganhar um bom dinheiro, mas por hora me parece que não vale a pena. Fuja da dica do seu agente autônomo, pois no fim das contas é você que arcará com o prejuízo.

CDBs e LCs: seguem um pouco fora do meu radar e parecem não ter mais o mesmo atrativo de antes. Espero que a renda fixa realmente tenha morrido e captar dinheiro se torne mais desafiador para os bancos.

Interactive Brokers: com a alta do dólar, do ouro no mercado internacional e da bolsa brasileira, minha carteira tem voado baixo. Não sei o que acontecerá nos próximos meses, mas aposto que uma queda no câmbio pode alavancar o ETF EWZ. De modo geral segue sendo um ótimo seguro que tem funcionado bem.

Que mês sensacional para carteira. Batemos na porta dos R$900 mil com um belo avanço em relação ao mês anterior. Sigo confiante que no início do próximo ano atingirei R$1 milhão, sendo que o fechamento do ano deve ficar acima de R$950 mil.

29 de agosto de 2019

Relatório de AGO/19 - Surpreendidos


O mercado vinha demonstrando bons sinais, mas o mês de Agosto veio para nos lembrar de que não somos uma ilha e como tal, somos impactados pelas ações mundo afora.

As tensões comerciais tem agitado o mundo, fazendo com que o capital volte para locais mais seguros. Mesmo com a queda dos juros nos USA, o dólar tem voltado para os bonds americanos, com medo de uma recessão global.

Tenho duas visões sobre o assunto. O primeiro ponto refere-se as eleições no USA, onde o partido Republicano deve defender sua posição, fazendo de tudo para que Trump siga no poder. Por outro lado, me parece inevitável uma correção, que deve vir em 2021. Os mercados estão inundados de liquidez, o que faz com que as bolsas sigam subindo, entretanto isto pode estar apenas postergando e piorando o inevitável.

De qualquer forma, independente do que aconteça, a estratégia segue sempre muito parecida, sem tentar adivinhar fundos e topos. Desta forma, mantenho meus seguros e aplicações, dentro da linha de risco que acho razoável.

Veja abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: tivemos uma bela correção por aqui, o que pode ter aberto uma boa janela de entrada. Tenho olhado VISC11 e KNRI11.

Ações: segui com algumas vendas de VVAR3 e WISZ3 que subiram bastante, de modo a embolsar algum lucro. Com a quedas das ações, fiz algumas compras ao longo do mês, de algumas que caíram bastante (UGPA3, VALE3, PETR4, JPSA3 e BRKM5). Prefiro esperar e ver o que nos espera à frente, mesmo seguindo acreditando que a bolsa brasileira irá dar grandes alegrias nos próximos anos, apesar dos problemas que possam surgir lá fora. As ações da Oi deram uma grande susto ao longo do mês e seguem a espera de momentos melhores. Por fim, acho que as ações da Suzano darão uma grande oportunidade de compra em OUT/19 após os resultados do terceiro trimestre.

Fundos de Ações: este mês o fundo caiu quase 20%, ou seja, hora de comprar mais. Como é mais volátil que a bolsa, temos que aproveitar estes momentos.

Fundos Multimercado: resolvi solicitar o saque de metade das cotas do Adam Strategy. Em principio o valor vai todo para o Tesouro Selic. Cada vez mais vejo minha carteira em TD Selic e Bolsa e Valores.

Tesouro Direto: o TD IPCA caiu um pouco, mas nada que preocupe. As vendas recentes provam que os valores estavam um pouco esticados, apesar da manutenção da tendência de baixa das taxas de juros. Ficarei de fora de novas compras no momento.

CDBs e Debêntures: tenho me mantido longe destes ativos, pois me parece que a bolsa é a grande estrela do momento e mais vale ter parte da carteira com risco baixo e uma parte menor com risco alto, do que ganhar um pouco mais do que a Selic.

Iteractive Brokers: tem dado um show, com a subida da bolsa e a valorização do ouro. A ideia de ter um seguro tem funcionado perfeitamente. A unica alteração foi a venda de ações de nível global para a compra de mais EWZ, em razão das quedas recentes. Ainda acredito na volta do cambio para abaixo de R$ 3,80, o que deve valorizar as cotas ainda mais.

Sigo otimista, porém um pouco mais preocupado. Cada vez mais prefiro tomar ações apenas pontuais, pois me parece que o mercado tem seu próprio humor e de nada adianta ficar tentando prever o que acontecerá.

Seguirei torcendo pela aprovação da previdência, reforma fiscal, privatizações e concessões. Isso tudo além de muitos outros assuntos que importam ao Brasil e que podem nos fazer voltar a crescer. Apesar dos sinais serem muito sutis, me parece claro que estamos no caminho certo. Muito melhor do que o que vivemos, onde país crescia, mas sabíamos que havia algo de errado. torço para que o tempo prove isso e nos mostre que não há mágica, apenas trabalho e dedicação.