30 de junho de 2018

Relatório de JUN/18 - Ativos em Promoção


Este foi um mês de fortes emoções, capaz de testar a resiliência dos mais experientes investidores. Aguentar uma queda sequencial e se manter firme é para poucos. Claro que a tentação de vender é grande, apesar da minha estratégia pessoal dizer que não é o melhor momento. Acho que estou passando bem por esta fase, mas confesso que tenho mantido certa distância das cotações para evitar o sofrimento online. 

Assim como vimos em MAI/18, a bolsa brasileira segue caindo. Se antes falávamos de um fundo de 76.000 pontos, desta vez vimos o índice abaixo de 70.000.  É sempre difícil determinar até onde isso vai e neste sentido acho que me empolguei um pouco com as compras no último mês. No mês atual, mesmo com valores ainda mais baixos, fiz compras menores pois não quis comprometer minhas reservas, exceto com compras que acho realmente certeiras.

FIIs: este mês me pareceu perfeito para fazer novas aquisições. Minha carteira já acumula quedas de 10%, sendo que existem alguns papéis com quedas na faixa de 20%. Não vejo um racional para este movimento tão forte, o que para mim se mostra como uma oportunidade de compra. Separei aproximadamente R$6.000 para novas compras em JUL/18, mas tenho receio de ter perdido o momento com as subidas da última semana. Estou de olho em BCFF11, VISC11, BRCR11, KNRI11 e HGRE11. Em suma, comprar mais dos ativos que já tenho e que tenham caído acima de 15%.

Ações: as compras neste mês foram modestas, mas de ativos que considero sensacionais. As escolhidas foram ITSA4 a $8,99 e BBAS3 por $25,90. Procuro não vender ações, mas me desfiz da BRPR3 que há algum tempo pensava em vender. Tive prejuízo de 7%, mas como muitos outros ativos caíram muito mais, acho que valerá o sacrifício para aplicar em opções mais atraentes como UNIP6. Não há mágica aqui, se as eleições caminharem em direção à um reformista, a bolsa deve se animar, caso contrário podemos ver ainda mais quedas.

Fundos de Ações: vendi o fundo HIX que eu tinha e aumentei o investimento no fundo Alaska Black. Busquei aumentar um pouco minha exposição comprando mais R$2.000. O valor não é alto e por esta razão separei outros R$3.000, em caso de novas quedas, para comprar ainda mais.

Fundos Multimercado: poucas surpresas por aqui. Me parece que os fundos multimercados estão fazendo sua gestão ativa para sofrer menos os efeitos da volatilidade. Fico apenas pensando se eles conseguirão pegar o momento certo da alta, quando ele voltar.

Tesouro Direto: assim como nos meses anteriores, o aumento das taxas tem me chamado a atenção. Poder comprar TD Prefixado 2025 com taxas de ate 12% me parece ótimo. Neste sentido aproveitei e comprei um pouco com taxa de 11,55%. Além do prefixado comprei TD IPCA 2045 + 5,84% de juros. Com o cenário menos nebuloso, espero ver o prefixado no futuro novamente abaixo de 10% e o IPCA abaixo de 5%, o que deve gerar um pelo upside nestas aplicações. Além destes, comprei mais Tesouro Selic, que apesar de pagar pouco, segue sendo um porto seguro.

CDBs e Debêntures: as debêntures não mudado muito, mas os CDBs estão atrativos. Mesmo que as opções sejam de bancos de segunda linha, me parece vantajoso comprar do Banco Fibra um Prefixado que pague acima de 14% ao ano. Devo comprar um pouco no próximo mês, mas valor baixos, na ordem de R$2.000. A escolha por prefixados sempre deixa a dúvida sobre a inflação nos próximos anos, mas como a meta do governo tem sido reduzida, acho que o prêmio compensa muito. Isso sempre dentro dos limites do FGC.

Criptomoedas: larguei mão de acompanhar. Vou manter o que tenho mas não comprarei mais no momento. Acho que este mercado tende a subir no longo prazo, mas pode ficar parado por longos períodos.

Interactive Brokers: mantive minha carteira quase intacta, sendo que a única aquisição foi um pouco de EWZ (ETF ações brasileiras). Como a queda já superava 30%, achei que havia um boa janela de compra. Devo comprar mais apenas se cair 10% do meu ponto de entrada. Outro ETF que eu gosto é o IAU (ouro) e tem caído recentemente, apesar dos riscos globais. Na minha leitura o capital tem se direcionado para o tesouro americano com a taxas futuras acima de 3% e a última alta do FED de 0,25%, colocando a taxa em atual em 2%. Neste mesmo contexto, o câmbio bateu um pico de R$3,99, recuou para a casa de R$3,70 e fechou em R$3,88. Acho que o dólar segue sendo um bom seguro, mas nunca como forma de especulação.

Até o final de outubro o que ditará o humor do mercado será o cenário político no Brasil. Enquanto Ciro Gomes e Bolsonaro estiverem bem posicionados nas pesquisas a volatilidade vai ser a palavra de ordem. Seguirei firme as minhas convicções e estratégia de compras ativos bons com grandes quedas. O balanço do mês foi negativo em quase R$ 8.000, mas acho que já em 2019 terei grandes alegrias com as novas compras. Fecho o mês com aproximadamente R$ 15.000 em caixa para novas compras e certamente torcerei para mais um mês de altos e baixos para poder adquirir ativos bons em promoção.

Por fim, acho importante pontuar que uma carteira equilibrada reduz os riscos e principalmente a volatilidade, em momentos como o que estamos vivendo. Independente da sua estratégia, procure sempre manter capital com liquidez para emergências pessoais e novas compras noncaso de grandes quedas.

24 de junho de 2018

Desapego e Vida Simples


Afinal o que te faz sair da cama todos os dias? O que realmente te motiva a correr atrás dos seus objetivos? É difícil de saber o que dizer. Existem diversas respostas prontas fantásticas para estas questões, mas não pretendo explorá-las, pois acredito que irão te ajudar apenas para entrevistas de emprego. Imagino que se estimulados a responder de forma bastante simples e direta muitos diriam "ser feliz", "ganhar dinheiro" ou "ter poder". Certamente três ótimos propósitos para dedicar os esforços, mas de modo geral todos procuram o primeiro e grande parte das pessoas pelo menos um dos outros dois.

Uma vez que todos querem ser Feliz, talvez grande ponto aqui seja que a ambição por Dinheiro e Poder são ótimos combustíveis para te mover, mas também podem fazer você perder o foco. É natural que sejamos estimulados a competir em todos os momentos da vida e é exatamente este sentimento que nos faz ser cada vez melhores. A competitividade está no nosso sangue e é algo que faz parte dos nossos instintos mais primitivos. Queremos sempre ganhar, independente de amizade ou qualquer outra razão. Naturalmente que pessoas como os nossos Pais,  podem abrir mão de tudo pelos seus filhos, pois buscam acima de tudo ver o sucesso dos filhos. Ganhar dos outros nos confere poder e permite que comandemos ou influenciemos os demais. A sensação de estar no centro das decisões e ser notado como alguém diferenciado, por qualquer aptidão que os demais não possuam, pode seduzir qualquer um. Buscamos ser únicos e o poder nos permite provar um pouco deste sentimento.

É difícil definir qual o limite da ambição pelo poder. Se por um lado pode levar pessoas obstinadas à liderar grandes projetos que possam revolucionar a forma como vivemos, por outro lado, podem trazer grandes problemas, como líderes totalitários. Posto isso, não há como julgar qual é medida ideal de ambição por poder para qualquer pessoa. Simplesmente siga o seu sonho e tenha foco naquilo que você busca sempre. 

A ambição por dinheiro, por outro lado, me parece um pouco diferente. Ela começa com objetivos pequenos e vai crescendo sistematicamente, conforme alcançamos novos patamares de renda e patrimônio. Uma criança pode buscar coisas simples como figurinhas para o seu álbum. Na juventude um tênis novo pode ser o objetivo. Um jovem pode sonhar com um eletrônico, como um computador ou um celular novo, por exemplo. A vida segue seus passos e cada dia almejamos objetivos maiores. Queremos um carro, uma casa, viagens e assim por diante. Conforme a vida avança, em paralelo com o aumento de renda, nossos gostos se tornam mais refinados. O consumo passa a fazer parte da nossa vida, inclusive como objeto social de aceitação. Passamos a tomar vinhos mais caros, a comprar roupas de marcas famosas, e a comprar os mais diversos itens que demonstrem de forma inequívoca nosso status social. Neste quesito, relógios, canetas, carros, bolsas, e, muitos outros, passam a fazer parte dos nossos desejos. Afinal quem nunca teve o prazer de comprar algo? Existem diversos produtos que são mais caros, simplesmente por que são de melhor qualidade. Me parece justo comemorar momentos significativos com um festa. Comprar uma jóia no nascimento de um filho pode ter um valor simbólico e faz parte da tradição e sonho de cada pessoa. 

O ponto aqui não é julgar escolhas, mas sim refletir o que nos motiva a tomar determinadas decisões relacionadas ao dinheiro. Respeito todas aquelas que são genuínas e partem da pessoa, mas acho interessante avaliar as que tomamos em razão dos que os outros vão pensar.

Sonhe grande e busque chegar nos seus objetivos. Se não conseguir, chegue o mais perto possível. Tome apenas cuidado para seus sonhos não se tornarem apenas bens materiais. Ter um carro caro, uma linda casa, as melhores roupas certamente lhe darão prazer, mas não são o fim da linha, o objetivo final. Nascemos para conviver com pessoas, e fazer algo pelos outros certamente te dará muito mais prazer. Invista seu dinheiro em experiências, que podem ser uma grande viagem ou até mesmo um jantar com amigos. Busque viver momentos únicos e especiais, pois no fim das contas, o que realmente dura para sempre são as memórias, pois todo o resto sai de moda.

Gosto de pensar que tenho tudo o que preciso para ser feliz em uma mochila. Talvez o desapego seja a grande liberdade. Quanto mais coisas você tiver, mais irá se preocupar, portanto, busque tornar sua vida simples. Isto não impede que você ganhe muito dinheiro e acumule patrimônio, apenas não deixe a vida te levar para um caminho diferente dos seus sonhos, te enchendo de preocupações. 

Você realmente precisa comprar uma casa? Isto envolve documentação, desembolso de uma grande quantia ou talvez um financiamento. Preocupação com o seu patrimônio e limitações caso decida se mudar, por qualquer razão. Pense se um aluguel não cairia melhor. Afinal você precisa de uma moradia, não de um imóvel.

Você realmente precisa comprar um carro? Manter um carro envolve custos do capital imobilizado ou dos juros do financiamento. Além disso, temos a depreciação, seguro, revisão, pneus, combustível, estacionamento e a preocupação quando estamos longe dele. Avalie se não vale mais a pena utilizar o sistema público de transporte ou um Táxi/Uber. Você poderá se surpreender.

Não se apegue às coisas, mas sim às pessoas. O dinheiro deve ser um instrumento que traga conforto e segurança. Além destes limites, mais dinheiro poderá lhe trazer apenas mais preocupação. Aproveite sua vida, seu tempo com as pessoas que ama. Lembre-se que o trabalho estará lá sempre te esperando e não importa o quanto você se esforce, nunca será o suficiente, sempre haverá algo mais a fazer ou comprar. Lembre-se que tudo que é novidade em algum momento deixa de ser e as vezes até perde a graça. Por outro lado, existem momentos na vida que irão ocorrer apenas uma vez e cabe a você escolher o que é mais importante. 

Curta seus pais enquanto pode. Aprenda com seus filhos todos os dias, eles certamente não irão esquecer, no futuro, este carinho que você dedicou. Viva com seus amigos cada momento especial e perceba que todas estas pessoas que te amam não buscam em você o dinheiro, mas a sua companhia e felicidade. Lembre-se que os momentos mais fantásticos da sua vida não vão lhe custar nada, pois muitas vezes serão traduzidos em coisas simples, como um sorriso de alguém que te ama.

22 de junho de 2018

Morar no Brasil ou no Exterior?


Esta é uma pergunta que eu gosto de fazer e me questiono diversas vezes qual seria a melhor resposta. Certamente não há uma certa e tampouco ela é simples. Cada pessoa tem suas prioridades e preferências, portanto deve-se analisar cada caso individualmente. O intuito neste texto é refletir sobre possíveis pontos positivos e negativos em seguir rumo a uma aventura fora do Brasil.

O Brasil é um país continental, com mais de 200 milhões de pessoas. Somos um povo jovem, alegre, uma das 10 maiores economias do mundo e possuímos industrias de todos os tipos. Temos diversos tipos de clima, mas em grande parte predomina o sol e calor, assim como boa parte da população vive próximo ao litoral. Somos uma democracia que goza de liberdade de expressão e nosso passaporte é um dos mais aceitos em todo o mundo. Temos uma riqueza cultural enorme, seja na música, na culinária, nos sotaques ou na miscigenação racial. Além disso tudo, temos a melhor seleção de futebol do mundo.

Como nem tudo na vida são flores, temos também nossos problemas. Por diversas vezes na história contamos que a economia brasileira ia deslanchar e na verdade foi apenas um vôo curto. A política tem grande influência neste contexto, mas o que seriam os políticos senão a representação da média do povo brasileiro. É difícil admitir, mas todos nós fazemos parte deste meio e portanto, aprendemos a nos defender nesta realidade, muitas vezes agindo da mesma forma. Vivemos em um país violento e com medo. Moramos em edifícios, pois temos receio de alguém entrar em nossas casas. Nossos filhos vão para escolas privadas, que não custam barato, mas pelo menos temos a sensação de ter feito o melhor. Pagamos planos de saúde que dificilmente entendemos as regras buscando um amparo no presente, mas principalmente no futuro. Todos temos carros, pois o sistema público de transporte é deficiente e nos sentimos inseguros ao utilizá-lo. Somos um país de privilégios para poucos com uma grande massa insatisfeita que busca apenas pagar as contas no final do mês.

É natural que ao viver em um local nos acostumemos com a realidade que nos é que apresentada, entretanto esta pode não ser a única forma de organização social. Muitas vezes não sabemos expressar o que nos incomoda, mas sabemos que há algo de errado. Questionar o nosso modo de viver e encarar a vida pode nos levar a avaliar outros países como opção. Naturalmente que existirão barreiras e pontos positivos, mas independente da decisão, vale o exercicio de reflexão para decidirmos o que queremos.

Acredito que existam alguns pontos que não há como avaliar, pois são totalmente pessoais. Os laços familiares são um bom exemplo e certamente são uma grande perda no sentido da distância e menor convívio. Outro ponto que devemos pressupor é de que a pessoa está apta financeiramente para tomar esta decisão, afinal se mudar do Brasil exige dinheiro para a transição, e portanto não é tipo de escolha que se faz rapidamente. Por fim, não recomendo que se busque qualquer caminho diferente do da legalidade. A imigração com visto inicialmente pode parecer mais complicada, mas certamente é o caminho mais curto para se inserir em uma sociedade e conviver com os locais , assima como ter seus direitos civis garantidos. Existem opções de paises próximos como o Uruguai e Chile que são paises acesacessí a brasileiro. Há também opções como o Canadá e Nova Zelândia que buscam profissionais específicos e estimulam a entrada de estrangeiros qualificados. Uma vez que você esteja resolvido quanto a estes pontos, busque avaliar o que há de melhor lá fora.

Listo abaixo alguns pontos que realmente me atraem fora do Brasil:

Língua: o mundo certamente é guiado pelo idioma inglês. A cada dia que passa se torna mais necessário saber falar esta ou outra língua, como o espanhol. Morar fora me parece uma oportunidade ímpar de aprender na prática uma nova língua de forma rápida e eficaz. Conheço muita gente que passou a vida estudando em escolas de idiomas e falam bem, assim como conheco outros que em um ano no exterior voltaram fluentes. Imagine a velocidade e qualidade de aprendizado do novo idioma pelo seus filhos em uma oportunidade dessas.

Cultura e Honestidade: aqui um ponto bastante abstrato, mas que me parece crucial. Não é uma grande novidade que a cultura brasileira visa o benefício próprio em detrimento dos outros. Podemos dar vários nomes a este fenômeno, mas acredito que a malandragem e lei da vantagem se enquadram bem na definição. Me parece sensacional poder ver os filhos crescerem em um ambiente que estimule a honestidade e que a veja como única opção. Viver em um ambiente correto em todos níveis vai muito além de apenas você dar o bom exemplo e educação aos seus filhos.

Senso de Comunidade: este tópico até parece deslocado do assunto, mas ele faz todo o sentido. Pense no seu relacionamento com vizinhos do prédio, mesmo que sejam do seu andar. Pense no que você faz pelas pessoas da comunidade em que você vive. Talvez ainda não faça sentido, pois não vamos a parques, afinal temos tudo no condomínio onde. Não caminhamos nas ruas, pois temos shoppings. Não participamos ativamente das escolas, afinal nós pagamos a mensalidade para cuidarem de nossos filhos. Não participamos de um centro comunitário, pois não gostamos de política e nos parece uma chata reunião de condomínio. Nascemos para conviver com outras pessoas e certamente é isto que nos faz felizes, mas acabamos dedicando grande parte de nosso tempo buscando nossa segurança e esquecemos que o objetivo é ser feliz. Em diversos países os muros são mais baixos, as praças e parques são frequentadas por todas as idades, as pessoas moram em casas e tem seus hobbies em espaços públicos e comunitários com baixo custo.

Moeda Forte/Custo de vida: viver em um país de moeda forte pode ser uma dificuldade em um primeiro momento, pois os custos serão relativamente maiores, todavia irá facilitar suas viagens e escolhas no futuro. Mesmo que o custo de vida pareça mais alto, os rendimentos também serão, e certamente suas reservas e padrão de vida serão superiores.

Segurança: este sem dúvida é um ponto fantástico em outros países. Poder caminhar a noite e não se preocupar em ser assaltado é uma realidade para muitos países. Os níveis de violência ao redor do mundo são muito inferiores à realidade brasileira.

Escola/Saúde: imaginar que os estudos para você e seus filhos podem ser de qualidade e com custo acessível ou  até mesmo gratuito parece um sonho, mas também pode ser realidade. É o melhor de tudo, em um ambiente que busca selecionar os melhores de forma meritocrática. A saúde e outro ponto que chama a atenção, pois além de ter acesso a serviços de melhor qualidade, pode-se ter um amparo do sistema público. Naturalmente que estas benesses não vem sem um custo, geralmente na forma de imposto de renda.

Clima: aqui um ponto que acho que vale uma reflexão, pois aa grand maioria das pessoas prefere fugir do frio, sendo que boa parte dos melhores países mundo tem inverno rigoroso. Naturalmente que existem exceções, como Sul dos USA, Austrália, Portugal, Espanha, entre outros.

Estabilidade Econômica: as crises econômicas existem no mundo todo. Elas ocorrem pelas mais diversas razões e certamente podem atingir os melhores países, porém existe uma diferença aqui, pois diversos países usufruem de inflação e juros baixos há muito tempo. Isto certamente estimula o consumo e facilita o planejamento das famílias.

Em cada fase da vida a imigração tem um sentido diferente, mas em todas existe um objetivo que é ter uma vida melhor. Independente das suas razões, saiba que quanto mais o tempo passar, maiores serão os seus compromissos. Pode ser uma faculdade, um emprego, um alto cargo, um relacionamento, filhos, imóveis ou qualquer outra razão. Seja protagonista da sua vida e não deixe que o mundo decida por você. Se este for o seu sonho, vá atrás!

17 de junho de 2018

Ressarcimentos/Rendimentos Isentos de IRPF



Este é um breve artigo para orientar pessoas que, como eu, tem dificuldade em fazer a declaração do anual do IRPF. Independente se você faz a sua declaração ou contrata um Contador, é importante preparar ao longo do ano a documentação que irá precisar no ajuste anual feito no inicio do ano seguinte. Além de se organizar, é importante se planejar e agir de acordo, para aproveitar ao máximo as disposições legais que visam restituir valores ao contribuinte.

Existem diversos textos sobre o assunto, sendo que listo aqui os pontos que eu utilizo ou acho relevante. Essas deduções só são possíveis no modelo completo de declaração, muito comum entre pessoas assalariadas. Independente do seu caso, junte os documentos e avalie no programa da Receita Federal se é vantajoso fazer a declaração simplificada ou a completa.

Como Ressarcir?

- Dependentes: se você possui filhos, declará-los como dependentes podem lhe render alguma restituição. Lembre-se que o beneficio estende-se para outras formas de parentesco, entretanto cada CPF só pode ser incluído em um única declaração.

- Escola Filhos: como as crianças vão para escola, caso elas estejam na rede privada, lembre-se que há um valor fixo isento, independente da mensalidade da escola, como forma de ser ressarcido no IRPF. Tome cuidado com o CNPJ da instituição (veja no boleto/contrato), pois uma inconsistência pode reprovar a declaração. Aqui vale ensino infantil, fundamental, médio e superior.

- Previdência Privada: esta para mim é uma das melhores formas de se beneficiar a restituição de IR. Você pode aplicar até 12% da sua renda bruta em previdência privada (PGBL - procure se informar sobre a Icatu Seguradora) que o valor proporcional pago em IR será restituído no ajuste anual. Note que se o seu rendimento está acima da ultima faixa de 27,5%, você será beneficiado nesta proporção. No meu caso, tenho aportado valores na previdência dos filhos, pois eles não tem pressa para acessar o dinheiro. Importante ressaltar que na previdência após 10 anos os valores poderão ser sacados com 10% de desconto de IR sobre o total. A grande sacada aqui é que você irá aplicar em fundos de primeira linha, sem o come cotas, ou seja, o montante após 10 anos será maior. Este ponto ajudará a mitigar parcial ou totalmente o custo do IR, dependo do prazo do saque. Note que o rendimento pode se tornar no futuro maior que o valor aplicado, o que no longo prazo torna esta uma ótima forma de evitar o pagamento do IR. 

- Despesas Médicas: aqui podemos incluir despesas com plano de saúde, dentista, psicólogo e todos os tipos de tratamentos médicos. Cirurgias plásticas, somente se não tiverem fins estéticos, mas com o intuito de melhorar a saúde do paciente. Não há limites para o lançamento das despesas. 

- Pensão Alimentícia: é possível abater o valor integralmente na declaração, desde que tenha sido fixado por decisão judicial ou acordo homologado judicialmente.

Rendimentos Isentos:

- Resgate de FGTS: aqui outro ponto interessante, mas que ocorre poucas vezes na vida. O saque do FGTS é isento de IR.

- Rendimentos inferiores à primeira faixa: a Receita Federal possui faixas de cobrança de impostos, sendo a primeira isenta. Caso haja um casal que recebe o aluguel de um imóvel, e um dos dois não esteja acima da última faixa, é legalmente possível dividir o rendimento no IR de modo a pagar menos imposto sobre esta receita.

- Aluguel: coloquei este tópico, pois geralmente são tributados pela tabela progressiva e somam aos seus rendimentos de outras fontes. Veja no artigo de Administradora de Imóveis como tornar este rendimento isento.

- Dividendos de Empresas: este tipo de rendimento é 100% isento. Isto vale para dividendos de ações e de empresas em que você seja sócio.

- Vendas de Ações: se você não possui grandes somas de dinheiro em Ações, evite a venda de valores acima 20.000/mês, pois até este limite os rendimentos são isentos.

- FIIs: aqui em caso interessante, onde os proventos referentes ao aluguel dos imóveis em posse do fundo são isentos de tributação. Além de não ter outros custos atrelados a aquisição de um imóvel como a escritura, corretagem, custos de registro e outros impostos. Apesar das vantagens, o ganho com as cotas do imóvel seguem a mesma regra de outros investimentos, ou seja, 15% sobre o rendimento (igual ao ganho de capital com imóveis).

Busque aproveitar todas os benefícios para ressarcir valores e aumentar seu patrimônio, de forma legal. Não há nada melhor do que ter a consciência tranquila.

16 de junho de 2018

Emprego x Empreender


Existem diversas histórias de pessoas de sucesso conhecidas pelo público em geral. Muitas delas são contadas em livros de forma a compartilhar publicamente o caminho do sucesso. Curiosamente, quando falamos de sucesso financeiro, sempre relacionamos a pessoas à frente de grande negócios. Particularmente, não recordo de ter lido algo sobre o sucesso tremendo de um funcionário que ficou rico, mas recordo de diversos casos de empreendedores que chegaram lá. Imagino que o objetivo nunca foi ficar rico, mas sim alcançar um sonho. O dinheiro me parece a cereja do bolo, uma vez que estamos falando da paixão por algo maior.

Existem muito mais pessoas empregadas do que empreendedores de sucesso. Não me refiro aqueles que escolhem o empreendedorismo pela falta de opção ou formação, mas exatamente aos que estão no lado oposto. Me refiro aqueles que sequer terminaram a gradução em prol de algo maior. Não pretendo estimular tal ação, mas somente refletir sobre onde dispendemos nossos esforços e consequentemente o que recebemos de volta.

O caminho tradicional me parece bastante lógico e confortável. Estudar em um escola primária privada e permanecer até os 18 anos em colégios de primeira linha. Buscar uma universidade qualificada, aprender por 4 ou 5 anos uma profissão para em seguida partir para o mercado de trabalho. Com um pouco de sorte arrumar um emprego de primeira linha e seguir carreira até atingir o mais alto cargo da hierarquia, a presidência de uma empresa.

Parece ser um bom plano, mas talvez a quantidade de informação disponível tenha nos tornado cientes de que existem infinitas formas de realização pessoal na busca do sucesso. Uma das premissas nesta jornada é que ela deve ser acima de tudo divertida, afinal a melhor parte da maratona é a corrida e não a chegada. Neste sentido, acho que as pessoas tem aberto mão da certeza de construir um patrimônio gradualmente para se dedicar à projetos que podem proporcionar verdadeiros saltos.

Melhor ou pior? Difícil de responder, mas certamente diferente. As startups parecem nos mostrar que diversas pessoas tem preferido arriscar em detrimento de seguir regras e se subordinar em grandes empresas.

Neste contexto, gostaria de fazer um comparativo entre empreender e ser empregado. Vamos começar pelo mais comum e analisar sua vantagens.

Emprego - Prós

- Garantias trabalhistas: é inegável que os direitos trabalhistas protegem os trabalhadores e tiveram um papel histórico bastante relevante. É difícil imaginar hoje turnos exaustivos de 12 horas ou mais, mas isto já foi uma realidade em um passado recente. 

- Salário: saber o quanto se vai ganhar no final do mês é muito bom para o planejamento pessoal e gera um grande conforto. Mesmo em momentos difíceis a empresa terá que honrar com os pagamentos. Este certamente é um ponto que quase ninguém está disposto a abrir mão.

- Benefícios (VR, VA, VT, Carro, Telefone, Previdência Privada, 13 salário e PLR): além da remuneração direta, existem outras formas indiretas que custam para a empresa e são percebidas como valor pela  empresa. Mas afinal, se é algo opcional, por que não simplesmente aumentar os salários? Os benefícios são uma forma de mudar os valores pagos sem inflacionar os salários. Além disso a percepção de valor é dependência, fazem com que as pessoas se comprometam mais e se tornem dependentes do sistema.

- Possibilidade de errar e aprender: este talvez seja o melhor ponto. Aprender com os próprios erros pode ser algo arriscado e custoso. Desta forma, aprender o trabalho em uma grande empresa pode ser uma forma ímpar de poder cometer equívocos com o dinheiro dos outros sem ferir o próprio patrimônio.

Como tudo na vida, existem os pontos que pesam de forma contrária, conforme abaixo.

Emprego - Contras

- Acomodação e desmotivação: alguém que se proponha a estar em uma empresa deve entender que é responsável por si próprio. Buscar desafios e correr atrás de oportunidades, mesmo que laterais, cabe a cada um de nós. Neste sentido, fazer o mesmo trabalho por muito tempo, pode acomodar e desmotivar qualquer um.

- Trabalhar por dinheiro: esta pode ser uma forma perigosa de passar o seu tempo. Dedicar-se a algo que não lhe dá prazer, simplesmente por que lhe paga bem, me parece a fórmula perfeita do fracasso. O prazer me parece condição básica para um trabalho bem feito e seguir somente os rendimentos pode ir na direção contrária. 

- Demissão por idade: este ponto me parece muito claro. A empresa irá lhe demitir com 50 anos. Olhe ao seu redor na empresa onde trabalha e observe quantas pessoas tem idade superior a meio século? Claro que existem exceções e elas estão diretamente ligadas aos que sobem na hierarquia. Nas gerencias e cargos mais altos existem pessoas com bagagem e experiência. Via de regra, analistas serão substituído por pessoas mais jovens, motivadas e por um custo menor.

Não pense que o emprego é um demérito ou uma má opção. É apenas uma escolha que deve ser feita de forma consciente de modo que se enquadre nas suas expectativas. Não há nada de errado em seguir uma carreira corporativa, assim como existem pessoas ricas que a fizeram. 

Em contraponto a esta escolha vamos agora analisar uma alternativa que é o empreendedorismo.

Empreender - Prós

- Possibilidade de ficar rico: aqui talvez o maior atrativo de todos, afinal, quem não quer ser um milionário? Certamente não existem limites para os empreendedores no que diz respeito a ganhos. As verdadeiras fortunas  parecem surgir exatamente daqueles  que enxergam  grandes oportunidades. Mas não basta assistir à um filme do Steve Jobs ou do Mark Zuckerberg sobre o Facebook. O que realmente conta é tentar absorver o espírito pioneiro destes que, enxergaram antes de todos o futuro e moldaram o presente conforme a suas visões.

- Replicar a ideia: poder multiplicar sua capacidade produtiva por várias vezes exige que outras pessoas trabalhem por/para você. Estar no outro lado da mesa e exatamente o que proporciona que uma grande ideia seja multiplicada exponencialmente. 

- Não pagar IR: aqui um tópico um tanto chato e talvez pouco atrativo, mas imprescindível para o entendimento. Pessoas que possuam empresas pagam proporcionalmente menos impostos do que seus empregados. O bônus não vem sem um ônus que é a responsabilidade pela empresa. Você poderá sair de férias para relaxar seu corpo, mas sua mente seguirá sempre aberta à uma nova oportunidade.

- Seguir as próprias ideias e sonhos: a vida me parece curta demais para a desperdiçamos com qualquer coisa diferente dos nosso sonhos. Não gosto de clichês, como "faça o que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer", mas tenho que concordar que o trabalho pode ser um momento de grande realização.

Empreender - Contras

- Sem garantias de sucesso e remuneração: dedicação e empenho certamente são coisas diferentes de resultados. Não importa o quanto você corra atrás, a vida não vai te dar moleza. Você pode ser uma cara legal, com ótimas idéias e assim mesmo fracassar. O sucesso parece condição básica para os persistentes empreendedores. Mais cedo ou mais tarde o prêmio chega para os bons, mas não há garantias.

- Custos com plano de saúde e previdência: os benefícios de modo geral me parecem todos dispensáveis, porém não podemos esquecer que doenças poderão ocorrer e a velhice é uma certeza. Viva o presente, mas pense um pouco no futuro.

- Mais horas de Trabalho: se você conseguiu chegar até aqui, e por que sabe que terá que trabalhar duro para atingir seus objetivos. Sabe aquela jornada de 8 horas de segunda a sexta-feira? Esqueça, você vai precisar fazer muito melhor do que isso.

Em suma, ser um empreendedor de sucesso é para poucos, mas pode ser para você, basta coragem e dedicação. Da mesma forma, seguir uma carreira de sucesso exige uma enorme dedicação. Faça o seu melhor e foque nos seus objetivos que os resultados virão.

9 de junho de 2018

Renda Passiva


Acredito que o grande sonho de diversas pessoas seja encontrar uma forma de não depender do próprio esforço diário para ter a sua renda desejada. Boa parte delas utiliza sua mão de obra a fim de auferir ganhos regulares como forma de pagar suas contas e se manter. 

Este me parece o caminho mais simples e natural, porém podem existir outras formas, sendo estas o objetivo deste texto. Pense como seria bom ter outras fontes de renda além do seu salário. Certamente isto ajudaria bastante a ter uma uma vida e um padrão superior de gastos ou até mesmo para o acumular dinheiro para atingir algum objetivo, como uma viagem. Imagino que uma renda extra mensal pode apenas ser uma forma de aumento de patrimônio, mas também pode se mostrar uma ótimo forma a garantir uma aposentaria mais confortável. No momento atual, contar somente com as previdência pública pode ser demasiadamente arriscado, uma vez que ele é deficitária.

Não pretendo indicar a melhor forma de se ter uma renda extra, mas sim dividir a minha experiência e conhecimento como forma de proporcionar a outras pessoas a possibilidade de avaliar se estas soluções cabem para elas ou não.

Ativos Financeiros: eu enxergo três formas bastantes difundidas no mercado financeiro brasileiro que possuem liquidez e segurança jurídica para obter uma renda extra consistente. 

 - Tesouro Direto: aqui temos uma opção bastante conhecida e que possui títulos prefixados e indexados a IPCA mais um rendimento real. Nos dois casos são pagos os rendimentos a cada 6 meses. O valor principal aplicado fica protegido e é atualizado de acordo com a inflação, no caso do IPCA, sendo que no prefixado, todo o rendimento é distribuído. Os rendimentos nos dois casos são tributados pela tabela regressiva IR.

 - Dividendos de Ações: existem diversas empresas listadas na bolsa brasileira que tem como politica a distribuição de dividendos. O pagamento geralmente ocorre de acordo com os resultados, sendo comum estar ligada a parte do lucro liquido ou EBITDA. A frequência de distribuição depende exclusivamente da empresa, mas existem opções trimestrais, semestrais e anuais. Os rendimentos não são tributados com IR.

 - FIIs: esta é uma modalidade que se aproxima bastante do mundo real e se parece muito com a aquisição de um imóvel para aluguel. Os fundos imobiliários (FIIs) nada mais são do que a representação de um ou mais imóveis adquiridos para aluguel e posterior distribuição dos rendimentos aos cotistas. Naturalmente que existem custos administrativos que serão descontadas, por outro lado, não temos a cobrança de IR. A profissionalização e pulverização das cotas permitem que você seja proprietário de vários imóveis, diluindo o risco de não receber o aluguel mensalmente. Outra grande vantagem é liquidez, muito maior do que um imóvel real, além de não ter custos com documentação e corretor. Veja mais detalhes na comparação de FIIs e Imóveis.

Aluguel de Imóvel: aqui o mais recorrente é a compra de imóvel com a finalidade de aluguel para o recebimento mensal do inquilino. Vale pontuar, que existem formas de aluguel como Airbnb que podem gerar maiores valores em frequência inferior a 30 dias e sem o compromisso de um contrato de aluguel. Pode ser uma boa opção, porém recomendo a avaliação da abertura de uma Administradora de Bens para reduzir os custos e riscos.

Plantio de Árvores: o negócio de reflorestamento no Brasil não é algo novo, e por isso me parece algo bastante consolidado e demandante. Atualmente temos duas fontes no Brasil muito conhecidas que são o Pinus e o Eucalipto, sendo o primeiro mais comum nos estados do Sul e o segundo em praticamente todo o Brasil. A demanda por madeira existe na produção de papel, como lenha, esquadrias, móveis, construção civil, entre outros. O grande desafio aqui me parece definir qual o modelo de negócio, uma vez se pode adquirir uma área ou arrendar a de um terceiro para plantio. Outro ponto crucial para mim, é ter um parceiro no campo em quem se possa confico para administrar o dia a dia.

Negócio digital/virtual: não sou um especialista neste tópico, mas enxergo algumas oportunidade como a criação de um blog/site de informações sobre os mais diversos temas. Hoje temos diversas forma de renda pelo YouTube e anúncios do Google no próprio site. Adicionalmente pode-se ter a publicação de livros (físicos ou virtuais), que também são uma ótima fonte de renda. Uma outra forma que me está cada vez mais competitiva é a criação de site ou venda de produtos pela Internet. Como este é um mercado que já teve o seu boom, me parece que para projetos com valores menores resta a participação em produtos de nicho, pois as margens nos segmentos tradicionais parecem proibitivas para pequenos empreendedores.

Sociedade: a participação em empresas pode ser uma ótima forma de aprendizado um vez que possui responsabilidade limitada e não exige exclusividade de dedicação. Este pode ser um primeiro passo para empreendedores conhecerem outros negócios além da sua atividade principal e abrir o caminho para projetos futuros. Uma franquia poderia se encaixar neste tópico, pois tem processos definidos e não exige tanto na criação do negócio, mas  sim grande foco na administração.

Uma vez que se construam os caminhos para se obter uma renda extra, o próximo passo é transformar esta(s) fonte(s) em algo que permita que você se dedique exclusivamente a ela(s). Certamente quem tem tempo para pensar e planejar, tem maiores chances de ganhar dinheiro do que quem depende do seu trabalho diário.