29 de agosto de 2019

Relatório de AGO/19 - Surpreendidos


O mercado vinha demonstrando bons sinais, mas o mês de Agosto veio para nos lembrar de que não somos uma ilha e como tal, somos impactados pelas ações mundo afora.

As tensões comerciais tem agitado o mundo, fazendo com que o capital volte para locais mais seguros. Mesmo com a queda dos juros nos USA, o dólar tem voltado para os bonds americanos, com medo de uma recessão global.

Tenho duas visões sobre o assunto. O primeiro ponto refere-se as eleições no USA, onde o partido Republicano deve defender sua posição, fazendo de tudo para que Trump siga no poder. Por outro lado, me parece inevitável uma correção, que deve vir em 2021. Os mercados estão inundados de liquidez, o que faz com que as bolsas sigam subindo, entretanto isto pode estar apenas postergando e piorando o inevitável.

De qualquer forma, independente do que aconteça, a estratégia segue sempre muito parecida, sem tentar adivinhar fundos e topos. Desta forma, mantenho meus seguros e aplicações, dentro da linha de risco que acho razoável.

Veja abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: tivemos uma bela correção por aqui, o que pode ter aberto uma boa janela de entrada. Tenho olhado VISC11 e KNRI11.

Ações: segui com algumas vendas de VVAR3 e WISZ3 que subiram bastante, de modo a embolsar algum lucro. Com a quedas das ações, fiz algumas compras ao longo do mês, de algumas que caíram bastante (UGPA3, VALE3, PETR4, JPSA3 e BRKM5). Prefiro esperar e ver o que nos espera à frente, mesmo seguindo acreditando que a bolsa brasileira irá dar grandes alegrias nos próximos anos, apesar dos problemas que possam surgir lá fora. As ações da Oi deram uma grande susto ao longo do mês e seguem a espera de momentos melhores. Por fim, acho que as ações da Suzano darão uma grande oportunidade de compra em OUT/19 após os resultados do terceiro trimestre.

Fundos de Ações: este mês o fundo caiu quase 20%, ou seja, hora de comprar mais. Como é mais volátil que a bolsa, temos que aproveitar estes momentos.

Fundos Multimercado: resolvi solicitar o saque de metade das cotas do Adam Strategy. Em principio o valor vai todo para o Tesouro Selic. Cada vez mais vejo minha carteira em TD Selic e Bolsa e Valores.

Tesouro Direto: o TD IPCA caiu um pouco, mas nada que preocupe. As vendas recentes provam que os valores estavam um pouco esticados, apesar da manutenção da tendência de baixa das taxas de juros. Ficarei de fora de novas compras no momento.

CDBs e Debêntures: tenho me mantido longe destes ativos, pois me parece que a bolsa é a grande estrela do momento e mais vale ter parte da carteira com risco baixo e uma parte menor com risco alto, do que ganhar um pouco mais do que a Selic.

Iteractive Brokers: tem dado um show, com a subida da bolsa e a valorização do ouro. A ideia de ter um seguro tem funcionado perfeitamente. A unica alteração foi a venda de ações de nível global para a compra de mais EWZ, em razão das quedas recentes. Ainda acredito na volta do cambio para abaixo de R$ 3,80, o que deve valorizar as cotas ainda mais.

Sigo otimista, porém um pouco mais preocupado. Cada vez mais prefiro tomar ações apenas pontuais, pois me parece que o mercado tem seu próprio humor e de nada adianta ficar tentando prever o que acontecerá.

Seguirei torcendo pela aprovação da previdência, reforma fiscal, privatizações e concessões. Isso tudo além de muitos outros assuntos que importam ao Brasil e que podem nos fazer voltar a crescer. Apesar dos sinais serem muito sutis, me parece claro que estamos no caminho certo. Muito melhor do que o que vivemos, onde país crescia, mas sabíamos que havia algo de errado. torço para que o tempo prove isso e nos mostre que não há mágica, apenas trabalho e dedicação.


31 de julho de 2019

Relatório de JUL/19 - A Força do Mercado


O mercado finalmente parece acreditar nas reformas e melhora do Brasil e resolve mostrar sua força. A reforma da previdência, apesar de ainda não estar aprovada, é dada como certa. Os holofotes se viram agora para os próximos passos e a reforma fiscal, concessões, privatizações e a liberação do FGTS, parecem ser o suficiente para animar até os mais pessimistas.

Os já conhecidos comentários da classe politica já parecem não incomodar tanto, mostrando claramente que quando as coisas estão no rumo correto, aceita-se alguns desaforos, assim como o contrário também é verdade.

A verdade é que o ano de 2019 já acabou. Parece cedo para dizer isso, mas em relação ao crescimento do PIB não há mais o que fazer. Ficaremos em número bastante aquém do previsto, porém com um possível segundo semestre animador que pode dar o tom do que devemos esperar em 2020. É exatamente este movimento que deve animar o mercado, com a ideia de que finalmente o próximo ano será o da virada que tanto aguardamos desde o impeachment. Foram 3 longos anos de espera, porém parece que o futuro finalmente chegou.

As preocupações com o cenário externos persistem, porém com menor intensidade, e talvez, a queda dos juros no USA nos tragam capital para bolsa brasileira em busca de maiores rendimentos. Com uma expectativa de juros cada vez menores, inflação baixa, reformas à vista, despesas sob controle, mão de obra disponível e capacidade ociosa, se mostram como o cenário perfeito para o crescimento.

Veja abaixo um resumo dos meus investimentos:

FIIs: seguem avançando com a expectativa de queda da Selic, afinal faz sentido aplicar em algo que rende 7% livre de IR, quando temos uma Selic rumo a 5,5%. Tenho apenas um pequeno percentual nesta classe de ativos, mas acho que a tendência é que andem ainda mais. Acredito que poderia ter até 10% por aqui.

Ações: este mês foi bastante atípico, sendo que não comprei nenhuma ação e destinei todo o dinheiro novo para o TD Selic. Pode parecer um contra-senso, porém com a grande arrancada da bolsa, minhas ações passaram a representar um % maior na carteira, o que fez com que eu fizesse algumas pequenas vendas, apenas para equilibrar. Vendi um pouco de VVAR3 e EZTC3 que subiram muito e praticamente dobraram nos últimos meses. Acredito que as duas tenho esticado um pouco e podem ter alguma correção antes de uma nova grande subida. Tenho ficado de olho em OIBR3, UGPA3, SUZB5. A primeira tem gatilhos que podem fazê-la destravar, a segunda só caiu neste ano, enquanto quase tudo subiu, além de ser uma excelente empresa. Por fim, talvez a grande sacada seja a Suzano que deve seguir com suas ações em queda até a apresentação dos resultados do terceiro trimestre, pois o valor da celulose segue em queda e não deve melhorar até lá, assim como o câmbio deve continuar cedendo. Acredito que abaixo de R$ 30 já é uma boa opção e certamente abaixo de R$ 25 seria o momento de montar uma boa posição.

Fundos de Ações: aqui a volatilidade talvez seja a parte mais legal do fundo Alaska Black, onde quando cai, simplesmente se compra mais. Tivemos um belo salto no mês e segue surpreendendo positivamente.

Fundos Multimercado: sigo um tanto frustrado com o desempenho do Adam Strategy, mas firme na tese de que é um bom gestor e de que está comprado em seguros caso algo pior aconteça pelo mundo.

Tesouro Direto: os indexados IPCA e Prefixados me parecem bastante esticados e acredito que a queda da Selic já esta nas taxas. Seguirei fazendo vendas gradativas, sempre que atingir o IR de 15%, pois no momento vejo mais risco de perder do que ganhar por aqui. Quanto ao TD Selic, vai pagar cada vez menos, porém é necessário para se ter segurança e caixa em momentos de stress. Acredito que 30% do total do meu dinheiro deva ficar em aplicações de baixíssimo risco.

CDBs e Debêntures: não vejo grandes opções que realmente chamem atenção, portanto não tenho acompanhado muito. Prefiro muito mais dedicar meu tempo aos ativos da bolsa. De modo geral, destaco apenas que a debêntures tem risco de crédito e isso deve ser considerado ao se avaliar taxas mais rentáveis nestes ativos.

Interactive Brokers: este mês esteve mais equilibrada, porém esta aplicação só me enche de alegria, pois além dos bons rendimentos, é bastante diversificada em nível global, além de ter seguros embutidos com uma grande parcela em Ouro. Gostaria de enviar mais USD, porém ficarei na espera de um câmbio por volta de R$ 3,60.

Mais um mês com a carteira caminhando a passos largos, o que me faz acreditar que as estamos seguindo um bom caminho. Importante ressaltar que acredito que a volatilidade da minha carteira hoje seja de aproximadamente 15% caso haja uma grande crise global, o que faz dormir razoavelmente tranquilo, pois é algo que entendo e aceito.

Gostaria muito de terminar o ano com R$ 950.000 e acredito que será possível alcançar o número ao final de 2019. Seguimos em frente!

Abaixo os valores de cada aplicação que tenho:

12 de julho de 2019

Não se Limite


A corrida da vida começa igual para todos e a cada dia nascem pessoas que iniciam sua jornada do zero. Pessoas comuns que terão que aprender tudo, até mesmo a andar e falar. Pense no que você já passou, viveu, aprendeu e se esforçou ao longo da sua vida. Certamente não foi fácil chegar até este momento e muito menos seria começar tudo de novo. 

Fico pensando às vezes que, pessoas que ainda não nasceram terão grande sucesso e ficarão milionários. Estas mesmas pessoas vão competir com você e comigo e mesmo em grande desvantagem, podem nos ultrapassar facilmente. Mas afinal, o que eles farão diferente de todos nós?

Mesmo que o mundo tenha mudado e que as exigências sejam cada dia maiores, estas são regras que valem para você, mas também para todos que te cercam, ou seja, está dificil para todos.

Apesar das grandes exigências, o acesso a informação está cada dia mais fácil. Os smartphones criaram algo realmente maravilhoso, pois além do acesso a informação, muitas vezes gratuita, você pode acessá-la em qualquer lugar. Ter acesso a conteudo de forma ilimitada nos dá tantas opções que temos que escolher quais queremos.

Passamos de um modelo em que antes era fácil apontar as vantagens de quem estava em um grande centro ou com acesso as melhores opções de estudo, para outro onde a vontade e determinação são tão importantes quanto. Depende muito mais de você mesmo buscar o conteudo e se aprofundar. Esta responsabilidade pesa sobre os nossos ombros, uma vez que nos permite sermos o que quisermos. Então afinal, o que te limita, além de você mesmo?

Se pergunte por não buscou a melhor faculdade do mundo na sua área. Se não a melhor do mundo, ao menos do seu país ou estado. O que te impede de sonhar grande? De acreditar que você pode fazer a diferença e ir além dos seus sonhos? É difícil de responder, mas de alguma forma, buscamos desculpas para não irmos atrás de nosso objetivos, geralmente creditando a fatores não controláveis a razão do insucesso.

Apesar destas dificuldades a cada dia, após uma longa noite de sono, começamos do zero. Como se o sono fosse uma oportunidade que a vida nos dá de recomeçar como uma nova pessoa. Algo que só depende de nós, porém que a nossa memória tentará nos limitar em razão de experiências passadas.

Afinal, por que nos colocamos limites? Somos educados a seguir regras. Em todos os momentos da vida tentamos moldar nosso comportamento de modo a nos enquadrarmos em um modelo. Naturalmente que é compreensível que existam limites para o bom convívio em sociedade, mas no fundo, existem diversos temas em que acabamos seguindo orientações que nunca recebemos.

Estas amarras que nos colocamos servem apenas para limitar a criatividade e pensamento diferente do trivial. Gosto de pensar que não existem limites para a criatividade, para as boas ideias, para um bom argumento ou simplesmente aquela dúvida que todos tem, mas ninguém tem coragem de perguntar.

Seja um inconformado com os problemas que te cercam. Não aceite que as coisas sempre foram assim ou que você deva fazer por que alguém mandou. Discordar sem argumento é teimosia, porém com boas razões é um grande sinal de inteligência. Busque soluções diferentes, pois fazer o que você costuma fazer ou o que todos fazem, certamente não vai te diferenciar em nada.

A grande vantagem está com quem não aceita tudo o que lhe é imposto e se coloca na posição de protagonista. Aquela pessoa que entende que pode mudar o mundo ao seus redor e fazer com que sigam as suas regras. Não se trata de ser do contra, mas e questionar tudo o que pode ser feito de uma forma melhor.

Parece difícil, mas começa muitas vezes com um sonho. Aquela vontade de fazer algo grande e diferente. Uma vontade que está dentro de você, mas que precisa de uma ajuda para criar asas e sair voando. Neste sentido, sonhe alto e não se imponha limites. 

Acredite que uma das histórias de sucesso podem ser a sua. Basta crer que o seu projeto ou ideia  podem ir adiante e dedicar seus esforços que os resultados irão aparecer. Não deixe que as críticas ou fracassos te tirem do caminho. Errar faz parte do jogo e cabe a nós, após mais uma longa noite de sono, recomeçar a cada dia nossa jornada em busca daquilo que queremos.

Amizade


Na vida temos diversas formas de relacionamento. Temos os pais, irmãos, familiares, colegas de trabalho, vizinhos, conhecidos, entre outros. Alguns escolhemos, outros a vida simplesmente coloca no nosso caminho, entretanto existe um grupo em especial, que é o dos amigos.

Não me refiro a pessoas que conhecemos e falamos algumas vezes, tampouco das pessoas que te seguem nas redes sociais. Falo daquelas poucas pessoas, que podemos contar nas mãos e que são muito próximas. Aquelas pessoas que compartilham momentos da nossa intimidade, nossas angústias e vitórias.

A melhor parte aqui é que apesar de podermos escolher os amigos, na maioria das vezes, são eles que nos escolhem. Alguns chamam de química, outros de empatia. Eu não sei qual é melhor definição, apenas sei que nos sentimos mais confortáveis em aproveitar nosso tempo com estas pessoas. São aquelas mesmas que você vai querer ver nos melhores e piores momentos da sua vida. Quando você estiver feliz, irão rir com você, e, mesmo quando as coisas estiverem mal, vão chorar junto, mas mais do que isso, vão te apoiar. 

Cultive suas amizades, dedique o seu tempo a quem você gosta. A vida passa muito rápido e não há tempo a perder. Valorize seus grandes amigos. Estas são algumas das pessoas que mais torcem pelo seu sucesso e é justo que queiram participar dele.

De nada adianta você ter uma bela casa se não tiver os amigos para desfrutar com você. Estar sozinho pode ser bom em muitos momentos, mas estar bem acompanhado é muito melhor.

Abra seu coração, divirta-se, chore, sorria! Sim, curta cada momento e diga a estas pessoas o quanto você gosta delas. Externalize seus sentimentos, pois elas precisam saber o que passa dentro de você.

No fim das contas, não há nada melhor que sentar com amigos e simplesmente bater um bom papo. Curta sua vida com quem curte você.

1 de julho de 2019

Relatório de JUN/19 - Agora Vai!


Mais um mês que se passa e seguimos à espera da reforma da previdência. De certa forma tenho a sensação de que há dez anos temos grandes expectativas no Brasil, porém elas não se materializam. Logo após a crise do 2008-2009, a isenção de IPI nos automóveis e linha branca, além dos juros baixos da Caixa Econômica já mostravam que a economia no Brasil só andaria com algum tipo de subsidio. Em 2014 manifestações de jovens já demonstravam aquilo que todos sabiam, mas tinham dificuldade de externalizar. 

Algo estava errado. A forma que encontramos foi reclamar do aumento da passagem de ônibus, mas no fim das contas isto acabou culminando no impeachment da Dilma em 2016. Dois longos anos se passaram, com o Temer à frente do pais, sendo que tivemos o Joesley Day (2017) e a Greve dos Caminhoneiros (2018). Estamos há uma década patinando sempre imaginando que logo à frente veremos a solução.

Eu particularmente espero e torço muito para que o momento tenha chegado. Estamos mais perto do que nunca da reforma da previdência e ao que parece em julho a veremos aprovada. Acredito que chegará a tempo de animar o mercado e que pode vir próxima a 1 trilhão de economia em 10 anos. Naturalmente que sozinha não resolverá a crise de confiança e de investimentos, porém ao que tudo indica, teremos um grande pacote de medidas do governo com o intuito de injetar dinheiro para ativar a economia. Para funcionar tudo tem que ocorrer no tempo correto e espero que desta vez vá.

Posto isso, o mercado parece ter se animado e fez a bolsa andar. Saímos de 97.000 em maio para chegar a 101.000 ao final de junho. Uma bela variação positiva e já começam a surgir os mais otimistas que prevem uma grande alta até o final do ano. Eu prefiro acreditar que não passaremos de 120.000, o que já seria um grande feito e certamente destacaria como um ótimo investimento em uma economia com menos de 4% de inflação.

Veja abaixo o que penso dos ativos em que invisto.

FIIs: as cotas deram uma boa avançada com a expectativa de queda de juros. Acho que vale muito a pena se posicionar no momento neste tipo de ativos, pois acredito que com a Selic abaixo de 6%, esta será disparada uma das melhores opções para rendimento mensal.

Ações: em linha com o que postei no último mês, busquei comprar as ações que estavam no meu radar e que caíram muito recentemente, como é o caso da GUAR3 e BRKM5. A primeira segue caindo há alguns meses com a frustração com o mercado brasileiro que insiste em não crescer, já a segunda sofreu um grande golpe com a desistência da sua possível compradora. Mesmo assim, entendo que uma empresa que apresente bons resultados tem sim espaço na minha carteira mesmo com estas dificuldades. Abaixo de R$ 35 em parece uma ótima compra. Não pretendo fazer novas compras por aqui, ficarei esperando a próxima onda de pessimismo, pois estou no meu limite pessoal de alocação em ações.

Fundos de Ações: por aqui nenhuma grande surpresa, apesar das ações do fundo estarem com resultado abaixo da valorização da minha carteira. Note que eu não somo os dividendos aos resultados das ações, o que daria um diferença ainda maior. Sigo acreditando no case no longo prazo, mas sempre me questiono se realmente vale a pena. Tenho apenas o fundo Alaska Black.

Fundos Multimercado: tenho apenas dois fundos, sendo o Adam Strategy e o Kapitalo Kappa. É curioso como os resultados colocam o gestores em foco. Há algum tempo não tenho ouvido falar do Marcio Appel do Adam. Quando o fundo estava voando, ele não saia das noticias e agora anda um tanto esquecido, assim como o resultado de seu fundo. Como a visão é de longo prazo, entendo que haja uma injustiça nesta análise, por isso mantenho minha posição nos dois apenas como forma de diversificação.

Tesouro Direto: me parece que com os prefixados por volta de 7% e os indexados IPCA abaixo de 4%, não há muito mais o que fazer. Comecei a vender gradativamente os investimentos nestas duas classe que já possuem mais de 2 anos e cobram 15% de IR sobre o rendimento no momento do saque. Acredito que a possibilidade de cair hoje é menor do que a de subir, por isso não pretendo comprar nada no momento e devo manter as vendas de forma gradativa. Por outro lado o Tesouro Selic, mesmo rendendo pouco, ainda me parece uma boa opção para investimentos com baixo risco. Se você tiver 70% da carteira rendendo 6% (TD Selic) e outros 30% (Ações) rendendo uns 30%, isso ponderado daria uns 13% ao ano. Parece bastante razoável em um país com inflação de 4%, além do que as ações ainda devem gerar algum dividendo, algo como 1% ao final da conta.

CDBs e Debêntures: sem grandes oportunidades, apesar de que existem ainda opções com IPCA + 6%. Apesar da tentação, seguirei alocando capital no TD Selic para chegar aos 50% de capital protegido, porém acho que ainda existem boas opões por aqui, porém há risco de crédito nas debêntures.

Interactive Brokers: a estratégia parece ter deslanchado e acredito seguirá caminhando bem. Minha aposta sempre foi em queda do juros no Brasil, no USA e bolsa subindo nos dois lados com muito risco pelo mundo. Este cenário me faz ganhar em todas as pontas e tenho certeza que vale a pena ter um pouco em dólar e ouro para equilibrar as contas em um cenário adverso e com perdas.

Criptomoedas: acho que vale uma menção aqui do quanto me frustro com estes ativos. Vendi há alguns meses e agora quando vejo valorização recente tento fazer contas de quanto teria ganho se só tivesse mantido na carteira. Certamente não deveria ter me desfeito, porém já foi e o melhor que posso fazer é seguir firma à minha estratégia e não retornar.

Seguimos animados com o Brasil e esperançosos, afinal o sucesso do pais é o nosso sucesso. Apesar da paixão, assim como vem sendo falado há tempos, sigo preocupado com o que pode ocorrer lá fora. As reportagens e videos alardeando a liquidez pelo mundo e o alto endividamento dos governos assusta, pois coloca os países em patamares nunca antes visto. Estamos navegando por novos caminhos e os resultados podem ser imprevisíveis. A minha ideia é manter pelo menos 50% da carteira em ativos seguro que em caso de uma grande crise não seriam afetados. Se por uma lado perco rendimento, por outro durmo menos preocupado e espero aproveitar as oportunidades na próxima grade queda.

Por fim, 3 anos de Blog chegando a R$ 833k. Nunca achei que conseguiria, na minha realidade chegar a R$ 1 milhão em menos de 3 anos, porém acho que cheguei bem perto, o que me deixa muito feliz. No começo do próximo ano alcançaremos o objetivo. É impressionante como é uma bola de neve e a cada mês cresce mais rápido.

Veja abaixo um resumo dos meus investimentos:

2 de junho de 2019

Relatório de MAI/19 - Luz no Fim do Túnel


Sell in May an Go Away! Assim começamos o mês de maio, como uma continuação do pessimismo que temos vivido nos últimos meses.

Eu sinceramente achei que seria apenas a repetição dos meses anteriores, com grande volatilidade, vendo a bolsa flutuar entre 90 e 100 mil. Talvez esta seja a grande oportunidade que a bolsa de valores nos oferece, pois quando ninguém mais aposta que as coisas podem ocorrer de forma diferente, ela simplesmente surpreende.

Na última dezena do mês voltamos a ver os ativos brasileiros se valorizarem até o fechamento em junho em 97.000 pontos. De modo geral não tivemos nenhuma grande mudança, exceto pelo entendimento politico de que Brasilia deu alguns pequenos sinais positivos em relação a aprovação da reforma da previdência. Até mesmo o evento pró Bolsonaro surpreendeu e teve apelo popular cobrando a reforma. Quem diria que veríamos isso um dia. A verdade é que as pessoas querem ver o seu país crescendo e gerando oportunidades à todos. Já tentamos vários caminhos e, no fim das contas, não temos muito mais a perder após mais de 4 anos de um país que não deslancha como se espera.

Não devemos esquecer os pontos que sustentam nossos investimentos e que guiam o Brasil. O Juros seguem caindo, a inflação está baixa, há uma grande capacidade produtiva ociosa e há mão de obra de qualidade abundante. Com as reformas é muito improvável que nossa nação não cresça em um cenário destes.

Abaixo um resumo do meus investimentos:

FIIs: segue andando de forma lenta, porém firme. É importante ressaltar que este tipo de ativos tende a ser assim e se ganharmos 4% por ano nas cotas e mais de 6%, livre de IR, de rendimento mensal, me parece a melhor opção do mercado para se ter uma renda passiva regular. A possível queda da Selic pode acelerar a apreciação das cotas até o final do ano.

Ações: o ano tem sido de grande oportunidade para comprar bons papéis a preços razoáveis, principalmente depois que a bolsa atingiu 100 mil pontos e em seguida caiu 10%. Note que o índice é uma média, porém houveram diversos bons papéis que caíram muito mais, criando janelas de oportunidade. Nesta linha comprei um pouco das ações que estava de olho já no último mês (UGPA3 e GRND3). A primeira tem um longo histórico de entregar resultados, porém tem tido dificuldades no últimos tempos, porém os valores devem melhorar em alguma momento. Mesmo sendo considerada uma ação cara, acredito que depois de cair 50%, não me surpreenderia se ela subisse 50% com a retomada da economia e do consumo. A própria privatização da BR Distribuidora deve ter algum impacto positivo. A Grendene é uma empresa que está sobre uma montanha de dinheiro, porém tem piorado seus resultados operacionais. Não me preocupa e acho que historicamente está muito barata. Em linha com estes dois casos, comprei MDIA3 que parece ter caído ainda mais, porém deve retomar seus bons momentos, tão logo o país volte a crescer. Outro bom exemplo é a GUAR3 que tem feito movimentos de alta e baixa, com muita volatilidade. Acho que é uma ótima empresa, com bom padrão (entre na Riachuelo e compare com uma loja da Renner). O preço é extremamente baixo e deve surpreender na retomada do crescimento. Por fim, comprei uma ação que está bastante desacreditada, mas que possui um gatilho de venda, que é a BRKM5. Acredito que possa ser facilmente vendida a R$ 50, mas há a expectativa de que a venda possa superar os R$ 60 por ação. Comprando abaixo de R$ 40, me parece que o risco é baixo para um ativo que dá lucro e tem histórico de bons resultados. Por fim, o mercado tem acompanhado o caso da VVAR3 que está absurdamente barata e possui diversos interessados. Podemos ter uma grande surpresa por aqui e poderemos ver a ação acima de R$ 8 sem grandes esforços.

Fundos de Ações: tivemos um pequeno ganho por aqui, todavia inferior ao apurado nas ações em geral. O racional neste caso é ter uma carteira diferente da minha com ativos em que eu não invisto, como por exemplo a Suzano. Sigo confiante, sem qualquer preocupação com a gestão do fundo Alaska.

Fundos Multimercado: nenhuma novidade por aqui, pois os fundos rendem por volta de 9% ao ano em um cenário com uma Selic de 6,5%. Parece pouco, entretanto adequado para ativos que tem tido baixa volatilidade. Imaginei apenas que ganhariam mais com a queda recente dos juros.

Tesouro Direto: a visão de que havia uma distorção entre o TD Prefixado e o IPCA fazia sentido. Vimos recentemente as taxas caírem bastante e na faixa de 4%+IPCA me parecem mais adequadas a um mercado que pode ter um SELIC abaixo de 6,5%. Ainda assim acredito que o mercado pode levar as taxas próximo a 3,5%. Não pretendo comprar mais no momento, porém também não pretendo vender. Entendo que possa ser um bom momento para vendas, mas manterei tudo em carteira. Quanto ao TD Selic, fiz uma grande compra para equilibrar a divisão da carteira. Apesar do baixo rendimento, me da a tranquilidade de ter um bom valor no caso de qualquer emergência.

CDBs e Debêntures: sigo em busca de algum ativo com IPCA acima de 5% e Prefixado acima de 10%, mas não tenho acompanhado muito de perto. Me parece que a bolsa pode trazer melhores resultados neste momento.

Interactive Brokers: a carteira está equilibrada e não tem variado muito. Este ativo serve como seguro, pois está em Dólares e possui uma boa parte em Ouro. Acredito que o câmbio deve cair ao longo do ano com a aprovação da reforma, o que em principio fará o valor cair em R$, porém espero valorização do ativo como um todo.

Seguirei apostando na bolsa brasileira, porém mantendo boas reservas em TD Selic. Ainda podemos ter uma grande arrancada no ativos brasileiros e me parece que os bancos podem subir de 10 a 20% com as bases de lucros atuais. Não pretendo ter mais do que 30% em ações, assim como manterei o mesmo percentual em ativos do tesouro direto indexados a taxa de juros básica. 

No próximo mês completamos 3 anos de blog, saindo de R$ 90 mil até os valores atuais. A jornada tem valido a pena e no inicio do próximo ano espero chegar a R$ 1 milhão.

Seguimos em frente, confiantes no Brasil!

30 de abril de 2019

Relatório de ABR/19 - Andando de Lado


Mais um mês que passa sem deixar muita saudade. O Brasil parece estar parado à espera da reforma da previdência. Exceto por notícias menores, a impressão é de que o mercado espera ansiosamente por este passo para seguir adiante. Muitos projetos, máquinas, investimentos, seguem represados, somente aguardando o grande momento.

Infelizmente a realidade tem mostrado que a euforia das eleições aos poucos vai passando e dando lugar à dura realidade que já conhecemos, mas insistimos em esquecer, na esperança de que desta vez seja diferente. Não que ela seja ruim, apenas voltamos ao nosso ritmo normal, onde a reforma deve vir somente no segundo semestre. Além do mais, deve vir mais magra do que o esperado.

Na carona dos acontecimentos, as sonhadas privatizações parecem não ter fôlego neste cenário. Eu particularmente torço muito pelo Brasil, o que significa que desejo o sucesso do governo atual. Espero que o Brasil consiga caminhar um pouco mais leve sem o peso e custo de algumas estatais que a história nos mostra que são apenas um forma de drenar recursos valiosos e imprescindíveis para o nosso crescimento.

Seguimos andando de lado, sempre com uma grande expectativa, porém com um execução muito aquém dos nossos sonhos.

Veja abaixo um resumo da minha visão de mercado:

FIIs: sem grandes atenções de minha parte à esta classe de ativos. Ainda acho que em um mercado demandante com crescimento de 3% ano ano, teremos falta de lajes corporativas e podemos ter ótimas alegrias por aqui, mas até lá ficamos na espera com uma pequena parcela do patrimônio. Imagino que quem não tenha um imóvel físico, facilmente pode colocar uns 20% nesta classe de ativos.

Ações: vendi minhas ações da UNIP6 em razão da piora nos preços nos mercados em que atua. Imagino que os próximos resultados devem piorar, mas continuo gostando da empresa e dos dividendos que distribui. No sentido oposto, comprei um volume razoável de ITSA4 depois das quedas recentes. Acho que esta é uma ótima janela de compras do papel que caiu muito mais do que o índice. Além do banco privado comprei mais do maior banco público do Brasil, aumentando minha exposição em BBAS3. Para completar adquiri mais de VVAR3 que insiste em continuar caindo e de HYPE3, que para mim é uma das melhores empresas da bolsa. Acho que qualquer um destes 4 papéis irá dar muitas alegrias à quem comprá-los nos patamares atuais de preço. Ficarei de olho em UGPA3 e GRND3 que caíram sem grandes razões e podem ter aberto uma boa janela de compra.

Fundos de Ações: comprei R$ 5.000 do fundo Alaska que caiu mais do que a bolsa. Por ter uma volatilidade maior do que o índice da bolsa brasileira, entendendo que este foi um bom ponto de entrada.

Fundos Multimercado: sigo firme com a visão de longo prazo, sendo que neste mês os fundos tiveram um bom desempenho. Importante lembrar que o objetivo deles é bater o CDI com alguma folga, ou seja, algo por volta de 140% do índice de referência dos juros. Posto isso, o desempenho atual me parece em linha com a expectativa.

Tesouro Direto: visão idêntica ao mês anterior, apesar de ter feito um pequeno aporte em IPCA + 4,5%. De resto, seguirei aportando em TD Selic para criar um bom seguro em caso de emergências pessoais ou de um grande stress no mercado, uma vez que este é um destino razoavelmente seguro para o capital no Brasil.

CDBs e Debêntures: nenhuma grande novidade que realmente me estimule, apesar de estar de olho em oportunidades de Prefixado acima de 10% ao ano.

Interactive Brokers: minha estratégia tem dado certo e por hora não pretendo alterá-la. Entendo que ela minimiza os riscos em momentos de queda do mercado e ao mesmo tempo traz ótimos resultados em momentos de subida. 

A carteira teve um grande incremento neste mês em razão de um grande aporte feito com dinheiro proveniente de outras fontes. O valor em caixa devo colocar de forma integral em TD Selic, a fim de me dar tranquilidade, apesar da baixa rentabilidade. Mais do que ganhar, precisamos sobreviver a momentos críticos e neste sentido, quero ter capital quando o momento chegar, afinal ele sempre chega.

Sigo acreditando que o câmbio no Brasil deve cair e a bolsa brasileira subir, o que pode trazer bons resultados para a carteira de modo geral.

A estratégia de trabalhar, poupar e investir realmente funciona. Espero comemorar no inicio do próximo ano o atingimento do objetivo proposto inicialmente pelo blog que era atingir 1 milhão de reais em reservas financeiras.

31 de março de 2019

Relatório MAR/19 - Oportunidade



Será o fim da lua de mel do mercado com o novo governo federal? Dizem que o mercado, o congresso e a mídia dão uma trégua de 100 dias para os novos governos. Me parece razoável, exceto pelo fato de que no início do ano o congresso não trabalha. Ademais, tivemos o carnaval só em março, o que atrasou o início das atividades pra valer no Brasil.

O governo certamente precisa se posicionar e fazer a tão falada reforma da previdência andar, porém em alguns momentos temos que esquecer o micro e lembrar do macro. O Brasil precisa da reforma para não quebrar. Neste sentido, apesar da ansiedade do mercado, ela vai acontecer. É algo praticamente certo, dada a nossa necessidade de sobrevivência, afinal não podemos matar o hospedeiro. Posto isso, tudo o que ocorrer no caminho são apenas percalços.


Voltando para o micro, claro que eu me preocupo no dia a dia, mas confesso que aprendi a gostar das quedas para fazer novas compras. Entendo que alguém que faça compras poucas vezes no ano, poderá ter ótimos retornos, desde que tenha paciência para esperar os momentos de stress. Não digo que há como acertar topos e fundos, mas dava para imaginar que a bolsa subindo 15% logo no início do ano, teria alguma correção caso a previdência não fosse aprovada. Não era uma certeza, apenas uma grande probabilidade.


Após uma correção trazendo de 100 mil pontos para baixo de 92 mil, acredito que tivemos papéis de primeira linha com preços atrativos. Entendo que os mais afetados são os ligados à ação do governo, como BBAS CMIG, entre outros. Outra oportunidade sensacional é a compra de ITSA que esteve com uma queda de aproximadamente 12%. Sigo enxergando uma boa oportunidade em HYPE, além de OIBR e VVAR. Todas tiveram descontos de mais de 10% em relação ao topo.


Sempre fica aquela pergunta, mas é hora de comprar? Acho que sim. Seguramente que a bolsa pode cair mais e o mercado pode conviver com suas dúvidas até o segundo semestre. Além disso, o mercado externo pode guardar suas surpresas, porém acho que o desconto neste nível em pouco espaço de tempo abre um grande janela para compras.


Pretendo fazer um bom aporte para aproveitar o momento. Lembre-se que no patamar atual ITSA distribui por volta de 7% de dividendos ao ano. É mais do que a Selic, na melhor ação da bolsa. Simplesmente imperdível. Aproveite a oportunidade!


Veja abaixo minha visão sobre o mercado:


FIIs: parece que a reforma deve demorar, porém o mercado se antecipou e já valorizou alguns ativos. Segue sendo uma boa aposta para a recuperação da economia, porém me parece ótimo para quem tem grandes somas, pois gera renda mensal isenta de IR.


Ações: não tenho dúvidas em ir atrás das ações líquidas com grandes quedas, pois são elas mesmo que irão subir caso a previdência seja aprovada. Gosto especialmente de BBAS e ITSA.


Fundo de Ações: tivemos uma bela queda por aqui, mas em linha com a bolsa em geral. Sempre uma grande oportunidade de compra. A melhor parte do Alaska é a volatilidade, portanto, compre sempre que cai.


Fundos Multimercado: andando de lado, sem grande novidades. Já li diversas vezes que os fundos multimercado ganham muito na queda dos juros, mas não se dão muito bem com a subida da bolsa. Continuam me frustrando, porém sigo acreditando que no longo prazo irão se recuperar. No momento me parece que a melhor aposta é sacar estes ativos, todavia seguirei firma as minhas ideias iniciais.

Tesouro Direto: os juros estão em níveis que não me estimulam investir mais. Me parece que o risco atual já não oferece a oportunidade de um ou dois anos atrás. Prefiro manter o que tenho e esperar para ver se as coisas vão ficar mais tensas. Para mim, títulos prefixados, comprarei somente acima de 10% e indexados IPCA, acima de 5%. De resto, sigo aportando no TD Selic, de modo a criar um colchão de segurança para situações pessoais e para uma possível grande oportunidade em caso de grandes quedas na bolsa e subida dos juros.


CDBs e Debêntures: com o stress atual voltaram a surgir algumas oportunidades. Acho que vale a pena voltar a dar uma olhada.


Interactive Brokers: minhas apostas certamente começaram a dar certo com a subida da bolsa americana. Sigo com parte em ações americanas, sendo um parcela em índices de ações de tecnologia. Tenho também algo de ações mundiais e Ásia. Por fim bolsa brasileira e uma boa parcela em ouro. Este último como segurança em caso de grandes quedas. De modo geral a aplicação em dólares já é um seguro.


Sigo otimista de que este ano será bom, assim como o governo atual de 4 anos será um sucesso econômico. Se a Selic for a 6%, com a inflação abaixo de 4%, grande disponibilidade de mão de obra e ociosidade nas fábricas, não há como o Brasil não crescer. Está fácil, só depende de nós.


Acho que a bolsa seguirá firme até o final do ano fechando por volta de 120 mil pontos. Compre bolsa e comemore no Reveillon!

6 de março de 2019

Relatório de FEV/19 - Aguardando


O Brasil tem pressa, mas infelizmente temos que esperar. Encerramos o segundo mês do ano e nada mudou. Seguimos aguardando as tão sonhadas reformas necessárias para sustentar o crescimento do país, porém cada vez mais este Brasil se parece com o que já conhecíamos. Sonhamos com um país diferente, entretanto, a realidade trata de nos lembrar que as mudanças tem o seu ritmo. Não é novidade que o ano começa só depois do carnaval,  espero apenas que as expectativas depositadas em 2019 não nos frustem novamente.

A bolsa brasileira parecer ter parado um instante para algumas correções, o que me se mostra saudável, após o último rali. De modo geral, sigo achando a bolsa um pouco esticada, mas nada que a impeça que fechar o ano em 120.000 pontos. 

Segue abaixo um breve resumo dos ativos em que invisto:

FIIs: sem grande mudanças por aqui, mas acho importante notar que o rendimento destes ativos está próximo a 6%a.a. com um rendimento adicional de aproximadamente 6%, sem a incidência de IR. Com a Selic a 6,5%, me parece um ótimo resultado, além de ficar exposto a um possível novo ciclo imobiliário positivo.

Ações: o mercado deu uma leve corrigida, algo por volta de 3%. Se por um lado o patrimônio encolhe, por outro, abrem-se oportunidades de compra. Uma ação que me chama muito atenção é a HYPE3, que segue caindo. Os últimos resultados foram um tanto decepcionantes na análise trimestral, porém seguem sendo bons na visão anual. Neste sentido comprei 200 ações da cia, sendo parte a R$ 28,34. Vejo grande potencial neste papel e acho que vale a compra para o longo prazo. Além deste papel, comprei 400 ações de VVAR3 a R$ 4,74 que caiu ao longo do mês em razão das vendas por parte de sua controladora. Além das compras,  aproveitei e vendi 100 ações de VALE3 a R$ 46,78, uma vez que as havia adquirido no mês anterior pelo valor de R$ 43,04. Estou acompanhando algmas ações, sendo que tenho interesse em comprar algo de OIBR3 na faixa de R$ 1,75 e TAEE11 por volta de R$ 21,00. A ITSA4 abaixo de R$12,00 volta para o meu radar e acho que posso comprar um pequeno lote de até 300.

Fundos de Ações: seguem em linha com o desempenho da bolsa, portanto não tem me chamado muito atenção. Novas compras somente se tivermos uma grande queda na do Ibovespa.

Fundos Multimercado: continuam com um rendimento razoável de 9,5% ao ano. Se compararmos com a Selic, ainda me parece bem positivo. De toda forma, precisam apresentar mais resultado, principalmente se expondo mais à bolsa.

Tesouro Direto: mais um mês que passa e os indexados IPCA ganharam de longe dos prefixados. A conta já me parece equilibrada e daqui pra frente não espero mais grande diferença entre os dois. Vale pontuar que frente ao mercado de renda fixa privado, ainda me parece uma grande oportunidade investir em títulos para quem quer uma renda no longo prazo. A 4,5% de juros ao ano, os indexados com prazos longos oferecem neste momento taxas superiores ao a debentures e em linha com CDBs, com a vantagem de terem prazos longos, pagamentos semestrais e risco mais baixo. Se os juros no Brasil se mantiverem baixos e a Selic cair ainda mais, podemos ter novos ganhos por aqui.

CBDs e Debenturês: sigo longe de novas compras por aqui. Prefiro colocar meu dinheiro seguro no TD Selic e arriscar na bolsa. Ainda acho que deveríamos ter um mercado secundário de Debenturês com grande liquidez e valores com spread menor. Não vejo movimentação neste sentido, mas acho que ainda podem acontecer.

Iteractive Brokers: minhas aplicações deram uma pequena recuada, mas nada que me preocupe. Vou manter minha carteira com ações americanas, asiáticas, ouro e bolsa brasileira. Sigo achando que veremos o EWZ acima de USD 50 até o final do ano.

Acredito que a bolsa ainda possa corrigir mais, o que traria novas oportunidades de compra, portanto, seguirei esperando. Quanto ao momento internacional, penso que teremos novidades positivas em breve a respeito da guerra comercial entre China e USA, uma vez que os dois perdem com o impasse.

Aqui no Brasil, leio algumas previsões de câmbio para cima, o que para mim é um surpresa, pois achava que veria o mesmo abaixo de R$3,30 em uma ano de reformas. Naturalmente que ainda temos muita estrada pela frente, então temos que esperar para entender melhor.

2 de fevereiro de 2019

Relatório de JAN/19 - Muita Expectativa


Mais um ano que começa, com muita expectativa e esperança de que a economia brasileira vá deslanchar. Já vivemos isto no inicio dos anos anteriores, o que não se concretizou, então me parece que as pessoas querem ver para crer. Por outro lado, o mercado sempre se antecipa a estes movimentos e parece ter comprado a ideia de um governos reformista. Uma prova disso é a subida recente da bolsa. Este foi sem dúvida o mês mais fantástico da minha carteria. Fechamos o ano passado em aproximadamente 88.000 pontos, sendo que só neste primeiro mês o Ibovespa já subiu quase 10%. É fácil de entender que esta força altista não se sustente no longo prazo e devemos ter períodos de estagnação ou correções para abrir espaço para novas altas. Tenho a sensação que todos os anos temos pelo menos um ou duas janelas boas de compras, mas é quase impossível acertá-las. De toda forma, sempre podemos ter um cisne negro passando que faça a bolsa cair de 10% à 15%, o que cria uma ótima oportunidade de entrada.

Vimos o rompimento da barragem da Vale, que deixou a todos os brasileiros perplexos pela quantidade de vítimas e pela reincidência da empresa. É algo a se lamentar muito, mas ainda precisamos entender o que aconteceu e como isto irá impactar a bolsa daqui pra frente.

Falando ainda dos rumos do atual governo e do mercado, a aprovação das reformas, como a da previdência, pode estar parcialmente precificada, mas acho que ainda pode fazer o mercado andar ainda mais. Como não há como adivinhar, sigo com a minha estratégia de sempre, pois mudar radicalmente os investimentos geralmente só gera lucro para as corretoras.

Vamos à um breve resumo dos ativos em que invisto:

FIIs: não mudo em nada os comentários do último mês. Seguem sendo uma boa aposta, principalmente se olharmos um horizonte de longo prazo. Acho que os ciclos dos imóveis são longos, então a grande aposta por aqui é no crescimento da economia e na manutenção dos juros baixos. O primeiro ponto aumentará a demanda por imóveis e o segundo manterá a remuneração atual muito atrativa, frente à taxa Selic.

Ações: a grande novidade por aqui foi o (quase) fechamento de capital da CGAS5. A ação passou de R$60 para R$80, imediatamente, uma vez que a oferta será de R$82. Resolvi não esperar e liquidei as minhas ações a R$79,76. Realmente o negócio era bom demais, uma vez que pagava 10% de dividendos por ano, além da valorização das cotas. De resto, aproveitei para vender um pouco de RAIL3 a R$18,82 e comprar um pouco de VVAR3 a R$3,89. Acho que as dois movimentos fazem sentido, pois o primeiro ativo foi comprado na faixa de R$6 e acho que já está em valores altos, o que reduz sua capacidade de subir. O segundo já se moveu e negocia muito acima o valor de compra, portanto, estou de olho para fazer as vendas entre R$ 6 e R$ 8. Comprei também um lote de 100 ações de VALE3 a R$43,04, em razão das quedas recentes. Não tenho novas aspirações de compras com o valores atuais, desta forma, ficarei esperando os próximos tropeços do mercado para voltar às compras.

Fundos de Ações: aqui percebo a vantagem de ter um fundo que pense diferente das minhas ideias. As ações da Suzano que tem grande peso no fundo subiram bastante no mês, o que fez com que o Alaska subisse aproximadamente 10%, apesar de estar em linha com o Ibovespa.

Fundos Multimercado: me parece que os fundos seguem com a ideia de ter um rendimento de 140% do CDI. Neste sentido, ainda não estão se expondo fortemente à bolsa, mas acho que isto pode ocorrer ao longo do ano.

Tesouro Direto: achava que os fundos indexados IPCA estavam desconectados aos prefixados, o que se provou um fato ao longo do mês. Acho que vale a pena ainda carrega-los, porém os prefixados já me parecem pouco convidativos.

CDBs e Debêntures: me parece que o mercado está a espera de sinais claros para definir as reais taxas de juros do mercado. Como tem dúvida, o mercado tem pagado pouco, o que não me parece um bom momento para entrada.

Interactive Brokers: aqui uma grande surpresa, sendo que a cotas do EWZ passaram de USD 38 para USD 43. Acho que as cotas devem passar os USD 50 ao longo do ano, podendo chegar até a USD 60. O efeito de subida da bolsa e queda do câmbio somados, tornam este tipo de investimento uma ótima opção. Ademais, as bolsas pelo mundo parecem ter dado um trégua e voltaram a subir, o que levou a minha carteira a bater recorde em USD.

Todos os caminhos neste momento parecem levar para bolsa, portanto, prefiro colocar 30% na bolsa e 70% no TD Selic, do que investir em qualquer outra opção.

Não vejo razões para tomada de risco neste momento, uma vez que a bolsa me parece um tanto esticada. Seguirei fazendo aportes no TD Selic até que algo novo ocorra, salvo pequenas exceções.